Deputados e senadores se manifestaram por meio das redes sociais a favor da decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), de suspender os “penduricalhos” do serviço público.
A decisão do magistrado foi tomada nesta quinta-feira (05), dois dias após o Congresso Nacional aprovar um projeto que prevê pagamentos de até R$ 77 mil mensais a servidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, superando o teto constitucional de R$ 46 mil.
Tanto parlamentares da oposição quanto governistas elogiaram a decisão do ministro e afirmaram que “já era a hora” de supersalários e benefícios ser regulamentados pela legislação.
No Congresso, o projeto foi aprovado por votação simbólica, sem registro individual de votos. Nesse tipo de deliberação, parlamentares contrários à proposta podem registrar oposição por meio de manifestações em plenário, requerimentos ou tentativas de obstrução.
De acordo com a decisão de Dino, muitas das indenizações concedidas aos servidores têm natureza remuneratória e não podem ficar de fora do teto, que é o limite máximo que um agente público pode receber.
A quantidade de benefícios, enquadrados como “verbas indenizatórias”, acaba por gerar “supersalários”, afirma Dino.
Veja abaixo as manifestações dos parlamentares:
Rogério Marinho (PL-RN)
Segundo o senador Rogério Marinho, a decisão do ministro é um “passo correto” do STF. Para o parlamentar, o Brasil precisa de “responsabilidade, controle de gastos e combate a privilégios”.
Na votação da proposta no Senado Federal, Marinho não manifestou voto contrário ao PL (Projeto de Lei) dos “supersalários”.
Reconhecer a necessidade de frear excessos é um passo correto, algo raro no STF há alguns anos. O Brasil precisa de responsabilidade, controle de gastos e combate a privilégios. Não podemos sustentar supersalários e uma máquina pública inchada enquanto o povo aperta o cinto.… pic.twitter.com/Jvc9LoyaFX
— Rogério Marinho🇧🇷 (@rogeriosmarinho) February 5, 2026
Carlos Portinho (PL-RJ)
Também senador, Carlos Portinho parabenizou, através da rede social X, a decisão de Dino. Portinho afirmou que buscava há anos avançar com o fim dos supersalários na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), e espera que agora a medida prossiga.
Portinho não foi contrário aos supersalários no plenário.
Parabens! Tem q ser dito sim. Parabéns.
Buscamos ha anos avançar com o fim dos supersalários na CCJ, toda sessão cobrando, apoio até do proprio presidente da CCJ @ottoalencar e nada. Espero q agora ande. Q se ajustem os salários, q se atenda peculiaridades como Juízes q acumulam… pic.twitter.com/EIk3IJd5p5— Carlos Portinho (@carlosfportinho) February 5, 2026
Renan Calheiros (MDB-AL)
O senador pelo estado de Alagoas e ex-presidente da casa Renan Calheiros, disse que o ministro Dino tem “a visão saneadora dos estadistas” e apoiou a resolução. De acordo com Calheiros, quando presidia o Senado “ninguém ganhava acima do teto”.
Na votação de terça-feira, o parlamentar não se manifestou contra a preposição.
Quando presidi o Senado ninguém ganhava acima do teto. A elogiável decisão do ministro Flávio Dino está lastreada na Constituição e é autoaplicável. Guilhotinar penduricalhos representa uma economia anual de cerca de 20 bi. O ministro Dino tem a visão saneadora dos estadistas.
— Renan Calheiros (@renancalheiros) February 5, 2026
Tabata Amaral (PSB-SP)
A deputada federal Tabata Amaral definiu a resolução de Dino como uma “grande vitória”. A parlamentar recordou, ainda, que é autora de dois projetos na Câmara que “dão fim aos supersalários.
Na votação em plenário, Tabata declarou “voto não” ao projeto dos “supersalários”.
Grande vitória!
Como autora de um projeto de lei e uma PEC que dão fim aos supersalários, recebo com muito otimismo a notícia de que o ministro Flávio Dino determinou a suspensão dos ‘penduricalhos’ ilegais, aquelas verbas indenizatórias que se acumulam aos salários da elite do… pic.twitter.com/gScdW0jX5N
— Tabata Amaral (@tabataamaralsp) February 5, 2026
Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
Através das redes, a deputada declarou que “Dino acabou com a farra do Congresso inimigo do povo”.
No Congresso, a parlamentar teve presença registrada mas não se manifestou contrária ao PL.
Ministro Flávio Dino acabou com a farra do Congresso inimigo do povo.
O ministro do STF suspendeu os penduricalhos pagos a servidores da Câmara Federal e do Senado que ultrapassariam o teto constitucional, inflando salários e criando os chamados supersalários.
Dino notificou o… pic.twitter.com/SLaJrgyed8— Fernanda Melchionna (@fernandapsol) February 5, 2026
Zeca Dirceu (PT-PR)
O deputado petista afirmou, através das redes, que “já passou da hora” de “penduricalhos serem suspensos”. Dirceu disse, ainda, que a bancada luta “há tempos” para votar um projeto que ponha fim aos super salários.
Dirceu não estava presente durante a votação que aumenta expressivamente salários para servidores de ambas as casas.
Dino manda suspender penduricalhos não previstos em lei nos três Poderes.
Já passou da hora, há tempos lutamos para votar projeto que ponha fim aos super salários, infelizmente maioria do congresso não deixa votar. https://t.co/7i12i6pQXs
— Zeca Dirceu (@zeca_dirceu) February 5, 2026
