Os contratos futuros de ouro encerraram esta quinta-feira (30) em forte alta e recuperaram parte do terreno perdido nos últimos dias, causado pelo impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã. A forte queda do dólar no exterior, dos rendimentos dos Treasuries e o movimento de correção do petróleo, após o barril do Brent ter atingido o maior patamar desde 2022 na véspera, dão suporte à melhora do ativo.
Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de ouro com entrega para junho encerraram em alta de 1,49%, cotado a US$ 4.629,6 por onça-troy. O ativo, no entanto, ainda acumula perdas acima de 2% na semana, depois de três sessões consecutivas de perdas. No acumulado de abril, a commodity caiu 1,04%.
O impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã levou os preços do petróleo a dispararem nos últimos dias, o que levou a um avanço dos rendimentos dos Treasuries e do dólar no exterior e, consequentemente, pressionou ainda mais o desempenho do ouro. O alívio no preço do barril hoje leva os demais ativos a corrigir excessos cometidos nos últimos dias.
Apesar do desempenho ruim do ouro desde o início da guerra no Irã, o Lombard Odier espera que a normalização da volatilidade das taxas de juros favoreçam o ativo. “Continuamos a manter o metal precioso em nossas carteiras como um importante instrumento de diversificação – tanto como proteção contra a volatilidade renovada das ações, quanto contra a incerteza geopolítica”, disseram. O cenário base do banco suíço é de que o metal precioso atinja US$ 5,4 mil em 12 meses.
