O governo de Mato Grosso sancionou a política que institui o Passaporte Verde, programa de monitoramento socioambiental da pecuária. A iniciativa prevê a rastreabilidade do rebanho e a comprovação da regularidade ambiental das propriedades, com o objetivo de ampliar o acesso a mercados mais exigentes e fortalecer a imagem da carne mato-grossense.
A proposta foi debatida em fóruns internacionais sobre sustentabilidade e terá implementação gradual, acompanhando o Plano Nacional de Identificação de Bovinos e Bubalinos (Penib). A expectativa é que a operação comece no segundo semestre de 2026.
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O que muda para o produtor?
De acordo com o diretor de projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, inicialmente não haverá obrigatoriedade e mudanças, o programa será voluntário entre o segundo semestre de 2026 até dezembro de 2029.
“A partir de janeiro de 2030, é que passa a ser obrigatório para produtores que possuem restrições ambientais, e também aqueles que que vão estar no mesmo período, considerando o cronograma do Plano Nacional de Identificação de Bovinos e Bobalinos (Penib)”, explica.
Durante o período de adesão voluntária, o produtor que optar por participar deverá identificar os animais do rebanho, registrar movimentações e monitorar a regularidade socioambiental das propriedades fornecedoras. Também será necessário realizar a leitura dos brincos de identificação na entrada e saída dos animais, seja para frigoríficos ou outras fazendas.
Custos e apoio
A adesão ao Passaporte Verde durante o período de voluntariedade exige investimento na aquisição dos elementos de identificação dos animais.
No entanto, o estado de Mato Grosso estuda soluções para reduzir o impacto financeiro, especialmente para pequenos produtores. Levantamentos realizados pelo Instituto Mato-grossense da Carne mapeiam propriedades com restrições ambientais, o porte das fazendas e os custos envolvidos no processo de adequação.
A proposta é criar mecanismos que subsidiem parte desse investimento e facilitem a inclusão no programa. Para médios e grandes produtores, o desembolso com brincos e sistemas de identificação será necessário, mas a expectativa é que a rastreabilidade melhore a gestão das propriedades, otimize recursos e, no médio e longo prazo, contribua para a redução do custo de produção.
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