02/03/2026

2 de março de 2026 16:05

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Petróleo dispara e ações caem no mercado global com conflito no Oriente Médio | Finanças

O conflito no Oriente Médio trouxe disparada nos preços do petróleo, queda de ações nos mercados internacionais e valorização do dólar nesta segunda-feira diante da perspectiva de a guerra na região durar semanas, ameaçando interromper a recuperação econômica global e possivelmente reacender a inflação.

O Brent subiu cerca de 10%, para US$ 79,90 o barril, embora tenha chegado a ultrapassar os US$ 82 em determinado momento, enquanto o WTI avançou 8,2%, para US$ 72,64 o barril. O ouro, considerado um porto seguro, subiu 2,6%, para US$ 5.413 a onça.

Israel lançou novos ataques aéreos contra Teerã e expandiu sua campanha militar para incluir ataques contra militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irã, no Líbano, na segunda-feira, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que o ataque militar conjunto EUA-Israel contra alvos iranianos poderia continuar por semanas.

Enquanto isso, a mídia estatal iraniana informou que uma nova onda de mísseis estava sendo lançada de regiões centrais do Irã em direção a “locais inimigos”.

Todas as atenções estavam voltadas para o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e 20% do gás natural liquefeito transportados por via marítima. Embora a importante via navegável ainda não tenha sido bloqueada, sites de rastreamento marítimo mostravam petroleiros se acumulando em ambos os lados do estreito, receosos de ataques ou talvez sem condições de obter seguro para a viagem.

“Pelo menos no curto prazo, a interrupção no fornecimento global de energia é substancial, (e) isso claramente aumenta os riscos de alta no preço do petróleo”, disse Michael Langham, economista de mercados emergentes da Aberdeen Investments.

Ele acrescentou, no entanto, que “um choque global no preço do petróleo não é a intenção do governo Trump antes das eleições de meio de mandato nos EUA, em novembro”.

Um aumento prolongado nos preços do petróleo correria o risco de reacender as pressões inflacionárias globais, além de funcionar como um imposto para empresas e consumidores, o que poderia reduzir a demanda.

No domingo, a Opep+ concordou com um aumento modesto na produção de petróleo de 206 mil barris por dia para abril, mas grande parte desse produto ainda precisa sair do Oriente Médio por navio-tanque.

Os mercados de ações em todo o mundo despencaram. O índice europeu Stoxx 600 caiu 1,7%, após as ações da região Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, terem recuado 1,8%. Os futuros do S&P 500 dos EUA caíram mais de 1%.

Os bancos estiveram entre as principais baixas, devido às preocupações com o impacto no crescimento econômico e as ações de empresas sensíveis ao setor de energia, como as companhias aéreas, despencaram, com queda de 5% na Europa.

As ações de tecnologia também recuavam na Europa e tiveram desvalorização na Ásia, à medida que os investidores se desfizeram das partes mais arriscadas de seus portfólios.

As ações do setor de energia, no entanto, registraram fortes ganhos, subindo 4% na Europa para um novo recorde histórico.

No Oriente Médio, os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait fecharam temporariamente suas bolsas de valores, alegando “circunstâncias excepcionais”.

A ações de primeira linha chinesas registraram valorização, com alta de 0,4%, embora o país receba grande parte de suas importações de petróleo marítimo do Oriente Médio.

Nos mercados cambiais, o euro e a libra esterlina caíram cerca de 1%.

O dólar foi, de longe, a moeda que mais valorizou, subindo mesmo em relação a ativos considerados seguros, como o franco suíço e o iene japonês.

“A correlação do dólar com o risco está de volta”, disse Jordan Rochester, chefe de estratégia de renda fixa e câmbio para a região EMEA do Mizuho.

“Após quase um ano desde o Dia da Libertação, com as correlações cambiais sendo consideradas irrelevantes e as estruturas macroeconômicas descartadas, esta nova crise geopolítica nos trouxe de volta à normalidade.”

O papel tradicional do dólar como moeda de refúgio global havia sido desafiado pela política externa imprevisível dos EUA. Os movimentos no setor energético também foram relevantes para os mercados cambiais, visto que os EUA são um exportador líquido de energia, enquanto a Europa e o Japão dependem fortemente das importações.

Nos mercados de títulos, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano com vencimento em 10 anos subiram ligeiramente para 3,969%. Chegaram a registrar brevemente a mínima de 11 meses, a 3,926%, no início do pregão, em uma corrida por ativos seguros, mas reverteram a tendência, com os investidores aparentemente concentrados no impacto inflacionário da alta dos preços do petróleo e em como isso poderia tornar o Federal Reserve (Fed, banco central americano) menos propenso a cortar as taxas de juros.

— Foto: Michael Nagle/Bloomberg

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