14/01/2026

14 de janeiro de 2026 00:45

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Pezzolano revela ‘chamado’ do Brasil e abre o jogo sobre futuro

Livre no mercado desde o começo de outubro, quando teve anunciada a sua saída do Watford após apenas 10 jogos, Paulo Pezzolano já projeta o seu futuro em um novo clube. Em entrevista exclusiva à ESPN, o técnico uruguaio abriu o jogo sobre os próximos passos da carreira e revelou até mesmo um “chamado” do Brasil.

Depois de passar quase dois anos no Real Valladolid, clube de Ronaldo “Fenômeno” na Espanha, onde teve a oportunidade de disputar LALIGA, Pezzolano se mudou para a Inglaterra. Mas a experiência com o Watford na Championship, a segunda divisão do país, durou muito menos do esperado.

Foram 10 jogos, com três vitórias, três empates e quatro derrotas, nesse que foi o trabalho mais curto da carreira do treinador. E Pezzolano explicou o motivo de sua saída, citando algumas questões extracampo como preponderantes para a decisão.

“Foi uma experiência curta, mas muito boa para mim. Eu acredito e tenho uma maneira de trabalhar muito profissional, muito direta. Aconteceram coisas internamente, mas, o mais importante, é que, esportivamente, o time estava bem, fizemos sete dos últimos nove pontos (que disputamos), o time vinha crescendo dentro e fora do campo. A passagem foi boa, eu acho que foram coisas extracampo, não tenho muito claro o que aconteceu”, disse.

“Para conseguir os grandes objetivos, para mim você tem que sair de uma zona de conforto, tem que passar por momentos difíceis, dia a dia, trabalhando, para fazer um time forte como fizemos em todos os times em que estivemos. Foi curto, mas muito feliz”, prosseguiu.

“Para mim é sempre um crescimento, uma experiência, porque você tem muitos jogadores de diferentes lugares, diferentes culturas. Eu trabalhei no Uruguai, México, Brasil, Espanha, Inglaterra, todas culturas diferentes. Você vai ganhando experiência, encontrando diferentes vestiários, é muito crescimento para mim. Estive em uma liga muito difícil de estar, acho que fui o primeiro uruguaio na história desde o (Gustavo) Poyet, que ficou muito tempo na Inglaterra. Foi algo muito bom”

Ainda sobre a experiência na Inglaterra, Pezzolano afirmou que a sua saída foi por um motivo muito específico, mas que de fato, nos últimos anos, a cultura na Europa em relação aos treinadores vem mudando.

“Foi algo específico (minha saída). Muitos treinadores passaram pelo Watford em poucos anos, nos últimos cinco passaram 12,13 treinadores, nos últimos 10, 23, 25 treinadores. Foi algo muito específico, mas a Europa também está mudando. Todos querem resultados imediatos, isso está mudando no mundo, antes só se falava disso na América do Sul. Na Inglaterra trocam, mas não tanto, eles sabem que um projeto, um trabalho alinhado por muito mais tempo vai dar muito mais resultado”, disse.

“Antes da minha demissão, saíram dois ou três treinadores na Premier League e Championship, agora já saíram mais cinco ou seis. Está se tornando algo mais comum, mas esse é o futebol e como treinador você precisa saber disso. Mas foi a primeira vez que aconteceu comigo, sair de um time depois de seis meses. Antes disso, a minha experiência mais curta foi no Cruzeiro, que fiquei um ano e quatro meses, mas é porque eu quis sair. Depois estive dois anos e pouco e outros projetos. É algo novo, mas tudo serve de experiência”

‘Já recebi ligação de um time do Brasil’

Ainda morando na Inglaterra e com viagem marcada para passar as férias no Uruguai ao lado da família, Pezzolano já começa a planejar os próximos passos da carreira. E revelou inclusive que já foi procurado por um time do Brasil – que não disse qual.

O uruguaio de 42 anos também disse o que vai levar em consideração para decidir o seu próximo clube, priorizando uma equipe que chegue para disputar títulos. E não fechou as portas para retornar ao Brasil após passagem pelo Cruzeiro.

“Até dezembro ficarei em Londres, depois voltamos para as festas de fim de ano, férias com a família no Uruguai. Agora estamos esperando, tranquilos, resolvendo o próximo projeto, que tem que ser sério, para continuar crescendo na carreira”, disse.

“Desde que eu deixei o Watford, já recebi ligações de alguns clubes da Espanha, de um time do Brasil. Sempre aparece (procura) de lugares aonde trabalhamos antes, do México, de outros países também. Mas eu tenho que decidir bem, eu quero um clube para ganhar troféus, brigar por campeonatos. Eu tenho 42 anos, mas já tenho oito de experiência, estive em diferentes ligas e times. Temos que escolher bem para seguir crescendo na carreira, que é o mais importante, e seguir aprendendo muito”, prosseguiu.

Pezzolano ainda lembrou das propostas que recusou do Brasil nos últimos tempos, incluindo uma do Vasco, e explicou que não era o momento de voltar ao Brasil, uma vez que à época tinha contrato com o Valladolid e, logo depois, deu a sua palavra ao Watford antes de assinar com o time inglês.

“Recebi muitas ligações nesses anos desde que saí do Brasil, para mim foi muito bom. Quer dizer que o trabalho que fiz no Cruzeiro foi muito bom. Times muito importantes me ligaram, mas não era o momento certo, eu tinha contrato com outro clube. Me ligaram depois que saí do Valladolid, mas eu já tinha apalavrado para ir para o Watford, eu não podia romper com isso. Mas eu estou aberto a todos os clubes do mundo, mas se for do Brasil, que eu já morei, a minha família foi muito feliz no Brasil, é bem-vindo. Eu preciso escolher bem e que seja um clube que queira seguir crescendo, que goste de jogar intensamente, que queira disputar coisas importantes. Estou muito aberto.”

“Estou aberto a tudo. Naquele momento foi o Vasco, outros times também, e para mim são todos gigantes do Brasil, são times muito importantes. Não era o momento certo quando times do Brasil me ligaram, ou estava em um clube ou já tinha fechado com outro. Não era o momento, essa é a verdade. Mas quando times importantes assim te ligam, é difícil dizer não. Mas você tem contrato estabelecido para cumprir, tudo tem seus momentos.”

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Pezzolano explica saída do Watford após 10 jogos e cita questões extracampo: ‘Experiência curta, mas muito boa’

Treinador concedeu entrevista exclusiva à ESPN

Encontro com Ancelotti e seleção do Uruguai

Na última Data Fifa, quando o Brasil disputou amistosos na Europa, Pezzolano aproveitou a passagem da seleção por Londres para ir até a concentração do técnico Carlo Ancelotti. E o uruguaio conversou por horas com o técnico italiano, além de rever alguns velhos conhecidos, como o atacante Vitor Roque e o goleiro John.

“Foi muito bom. O Brasil, hoje, tem o treinador mais vencedor da história do futebol. Tive a sorte de enfrentá-lo no Bernabéu e fizemos um jogo muito bom (com o Valladolid). E para mim foi uma honra, estive com ele e a sua comissão técnica por duas, três horas, com o Rodrigo Caetano, que me abriu as portas, e também estive com jogadores que trabalhei como Vitor Roque, John, foi muito bom estar com eles e falar com o Carlo. Foi uma das coisas mais importantes para mim como treinador, ficar duas, três horas falando de futebol e da vida com Ancelotti, fui muito feliz.”

O técnico uruguaio ainda falou sobre o momento vivido pela seleção do seu país sob o comando de Marcelo Bielsa, que está pressionado no cargo em meio aos últimos resultados da Celeste. E Pezzolano reforçou o apoio ao comandante argentino.

“Eu, como uruguaio e torcedor do meu país, para mim o técnico que está é sempre o melhor do mundo, é preciso apoiar. Fez jogos muito bons, estão acontecendo coisas que eu não sei, mas a única coisa que quero é o melhor para a minha seleção. Temos um técnico de muita trajetória, qualidade, precisamos que todos tenham calma. Que isso que estão falando fique de lado e que ele trabalhe tranquilo e conquiste coisas importantes para a nossa seleção”, disse.

E se uma oportunidade na Celeste pintar futuramente, o treinador diz que se sentiria honrado em poder comandar o Uruguai. Mas que neste momento, com Bielsa no cargo, isso não está sob discussão.

“Para qualquer uruguaio, comandar a seleção uruguaia é o máximo. Poder ajudar o seu país em algo é o máximo, mas eu não penso nisso. Hoje lá está um bom treinador, com uma trajetória incrível e o único que desejo é o melhor para ele e para a seleção. Hoje o Bielsa está lá, temos que apoiá-lo e não penso muito nisso. Mas no futuro, se chegar a oportunidade, é o máximo para um treinador de futebol, defender a sua seleção”, finalizou.

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