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13 de maio de 2026 16:59

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PF e Anvisa se unem contra canetas emagrecedoras após apreensão de 1,3 milhão de unidades

A Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram, nesta quarta-feira (6), uma cooperação para intensificar o combate à produção, importação e comercialização ilegal de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”.

Canetas emagrecedoras apreendidas pela Polícia Federal (Foto: Divulgação/PF)

A ação conjunta ocorre após a apreensão de mais de 1,3 milhão de unidades de “canetas emagrecedoras” o país, resultado de fiscalizações realizadas pela Anvisa entre janeiro e abril deste ano.

Segundo os órgãos, o volume expressivo acendeu o alerta para o avanço de um mercado clandestino que coloca em risco a saúde pública.

Como parte da estratégia, os produtos apreendidos passarão por análises laboratoriais conduzidas por equipes de perícia da Polícia Federal.

O objetivo é identificar quais substâncias estão presentes nas formulações e verificar possíveis adulterações, concentrações inadequadas ou contaminações.

Os resultados das análises poderão embasar inquéritos policiais em andamento. Para a Anvisa, o levantamento também permitirá avaliar os riscos concretos das canetas emagrecedoras, que muitas vezes são comercializados sem registro, sem controle sanitário e sem garantia de qualidade.

O comércio de medicamentos irregulares é crime previsto no Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940).

Entre as principais irregularidades identificadas estão o contrabando de produtos sem autorização no Brasil e a manipulação em condições inadequadas, o que pode comprometer a eficácia e a segurança dos tratamentos.

A cooperação entre PF e Anvisa foi formalizada por meio de uma nota técnica conjunta, que estabelece diretrizes para atuação integrada, alinhando aspectos técnicos e jurídicos e fortalecendo o intercâmbio de informações entre os órgãos.

Operações e irregularidades

Somente em 2026, foram realizadas 11 inspeções em farmácias de manipulação e empresas importadoras, com oito interdições por falhas técnicas graves e ausência de controle de qualidade.

Em uma operação conjunta realizada no dia 7 de abril, em clínicas de estética, importadoras e farmácias de manipulação de 12 estados, foram identificadas transações irregulares que somam R$ 4,8 milhões.

As investigações apontaram a movimentação de tirzepatida em quantidade suficiente para a produção de mais de 1 milhão de dispositivos injetáveis.

Durante a ação, também foram apreendidos mais de 17 mil frascos de tirzepatida manipulados irregularmente. Em três estados, foi identificada ainda a presença de retatrutida, substância que não foi lançada oficialmente nem possui registro em qualquer agência reguladora no mundo.

A Anvisa reforça que o uso de medicamentos sem procedência e sem aprovação pode causar efeitos adversos graves. A orientação é que a população adquira apenas produtos regularizados e com prescrição médica, evitando canais informais de venda.

  1. Apreensões de canetas emagrecedoras disparam e quase batem total de 2025 em 4 meses

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