11/05/2026

11 de maio de 2026 08:00

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Polícia Civil prende suspeitas e investiga ligação de desaparecimento com facção em Rondonópolis

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a Operação My Love em Rondonópolis. A ação busca esclarecer o desaparecimento de Karen Anelita Ferreira da Silva, de 25 anos, vista pela última vez em dezembro de 2025 ao sair para o trabalho.

As investigações da Polícia Civil em Mato Grosso apontam que o caso pode estar relacionado a tribunais do crime e conflitos internos de uma facção criminosa que atua na região Sul do estado.

Recrutamento de Mulheres e Tráfico em Presídios

Durante as diligências da Operação My Love, a DHPP identificou um esquema de recrutamento de mulheres para o transporte de entorpecentes e dispositivos eletrônicos para o interior da Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, a Mata Grande.

A linha de investigação sugere que a vítima possuía vínculos com o grupo e que seu desaparecimento pode ter sido motivado por desavenças ligadas a essas atividades ilícitas. Para fundamentar os mandados de busca e prisão, os agentes utilizaram análise de imagens, campanas e técnicas avançadas de inteligência.

Prisões e Apreensões

No decorrer da operação, duas mulheres (de 31 e 35 anos) foram presas em flagrante. Uma delas já possuía um mandado de prisão temporária expedido pela 1ª Vara Criminal de Rondonópolis.

Com as suspeitas, os policiais apreenderam:

  • Entorpecentes: Porções de maconha e ecstasy;
  • Logística do Crime: Materiais para embalagem e preparação da droga;
  • Comunicação: Dispositivos eletrônicos que seriam infiltrados na unidade prisional.

Estratégia Pharus e Tolerância Zero

A “My Love” está inserida no contexto da Operação Pharus, uma estratégia integrada da Segurança Pública para o enfrentamento direto a facções criminosas e lavagem de dinheiro. A ação também conta com suporte da Rede Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim), do Ministério da Justiça.

A Polícia Civil informou que o inquérito deverá ser concluído em até 30 dias. O objetivo agora é localizar o paradeiro da jovem e identificar outros integrantes da rede que operava o tráfico “formiguinha” para dentro dos presídios.

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