Os recuos nos preços do frango vivo ao longo de fevereiro devem marcar o quarto mês consecutivo de perda no poder de compra do avicultor paulista frente aos principais insumos da atividade: milho e farelo de soja. A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgada nesta sexta-feira (27).
Segundo os pesquisadores, o valor do frango vivo atingiu, nesta parcial de fevereiro (até o dia 25), o menor patamar real desde maio de 2024, considerando a série deflacionada pelo IGP-DI de janeiro de 2026.
Frango recua, insumos seguem firmes
No estado de São Paulo, o preço médio do frango vivo está em R$ 5,04 por quilo em fevereiro, queda de 2,1% em relação à média registrada em janeiro.
Enquanto isso, os preços médios do milho permanecem praticamente estáveis no período, e os do farelo de soja apresentam leve alta. Essa combinação pressiona as margens do produtor.
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De acordo com os cálculos do Cepea, com a venda de um quilo de frango, o avicultor paulista consegue comprar atualmente 4,47 quilos de milho. O volume é 1,9% menor do que o registrado em janeiro.
No caso do farelo de soja, a relação de troca também piorou. O produtor consegue adquirir 2,73 quilos do insumo com a venda de um quilo do animal, quantidade 2,6% inferior à do mês anterior.
Exportações limitam queda mais intensa
Apesar do enfraquecimento dos preços no mercado interno, o Cepea destaca que o ritmo recorde das exportações de carne de frango tem ajudado a evitar uma desvalorização ainda mais acentuada da proteína.
A demanda externa aquecida contribui para sustentar parte das cotações, mesmo diante da pressão dos custos de produção.
Ainda assim, o cenário de fevereiro confirma o desafio enfrentado pelo avicultor paulista, que vê sua capacidade de compra encolher em um ambiente de insumos firmes e preço do frango em queda.
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