Arrascaeta não cansa de provar que é um dos jogadores mais decisivos do continente. A temporada que ele constrói pelo Flamengo chega a um patamar raro, daqueles que fazem a gente revisitar a memória para buscar equivalentes. Qual outro ano recente na América do Sul viu um atleta ser tão determinante em tantos momentos? A pergunta é válida e a resposta não aparece com facilidade. Talvez se a gente volte seis anos quando Gabigol fez o que fez nas conquistas em 2019.
O uruguaio voltou a decidir nesta noite ao marcar os dois gols da vitória por dois a um sobre o Cruz Azul nas quartas do Intercontinental de Clubes. Um jogo que já carregava enorme peso ganhou contornos ainda maiores quando ele resolveu assumir o protagonismo, já que seus companheiros estavam em dia pouco inspirado. Quando o Flamengo parecia preso em algumas escolhas, como Samuel Lino, Pulgar e Carrascal abaixo do normal, Arrascaeta manteve a lucidez e entregou o que o torcedor conhece muito bem.
É verdade que o duelo entre brasileiros e mexicanos teve um momento de queda técnica. As duas equipes demonstraram certa falta de energia e o jogo perdeu intensidade por alguns minutos. A partida ficou mais travada, menos vibrante e com menos construção ofensiva. Mas foi justamente nesse cenário de marasmo que ele apareceu para decidir.