Diniz é mais velho e já levantou a maior taça do continente. Mas me diga: quem você preferiria no comando do seu time, se tivesse de escolher hoje? Como antiga crítica do Dinizismo, tenho pouca dificuldade de responder a essa pergunta.
Não bastasse o (previsível) derretimento do Vasco no Brasileirão, em oposição à arrancada do Fluminense até o quinto lugar, a primeira noite no Maracanã parecia mostrar alguma diferença de repertório.
O gol do Tricolor saiu justamente de uma bela jogada ensaiada, com Serna, enquanto o Cruzmaltino parecia perdido no meio-campo, sem alternativas.
Na segunda etapa, Diniz equilibrou o Vasco defensivamente e contou com o talento de Rayan para empatar logo aos 4 minutos, continuando a dar trabalho até o fim do jogo. Aos 48, a joia alçada a craque por Diniz bateu rápido uma falta e a bola acabou em Vegetti, que botou para dentro e garantiu a vitória cruzmaltina no extertores.
Quando um time não tem meio-termo e soma sete derrotas em nove jogos, é impossível não colocar na conta do treinador. Mesma coisa vale para a equipe que somava sete jogos de invencibilidade, incluindo uma vitória sobre o Flamengo e um 6 a 0 sobre o São Paulo (que deve sonhar até hoje com o ex).
Então, o que pensar quando o clube derretido ressurge e derrota o embalado? Minha convicção não balança e a escolha continua parecendo fácil. E para você?