29/04/2026

29 de abril de 2026 06:12

Redução da entrada e novas taxas impulsionam compra da casa própria em MT


O aquecimento do mercado imobiliário ganhou fôlego com as mudanças no programa Minha Casa Minha Vida, que voltou a oferecer condições mais vantajosas para famílias de classe média e investidores. A Caixa Econômica Federal retomou o financiamento de até 80% do valor dos imóveis, o que tem reduzido a entrada e facilitado o acesso à casa própria — especialmente nas faixas de renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil mensais.

Busca por imóveis para quem tem renda R$ 8 mil e R$ 12 mil mensais aquece o mercado.
(Foto: reprodução)

Entre os beneficiados estão Lucas Lucena e Amanda Galvão, um jovem casal de Rondonópolis que planeja o casamento para novembro de 2026 e já começou a buscar o primeiro imóvel. Atualmente morando com os pais, eles querem sair da cerimônia direto para o novo lar.

“A gente está construindo o nosso futuro juntos, então ter a nossa casa é uma realização enorme”, contou Amanda, que trabalha como social mídia.

Lucas, que atua como correspondente bancário, acompanha de perto o movimento de compradores e afirma que as novas condições animaram o setor. Segundo ele, além do imóvel para moradia, muitos casais e profissionais têm aproveitado o momento para investir em uma segunda unidade, com base nas facilidades do crédito.

“As taxas e o valor da entrada ficaram mais acessíveis, o que permite planejar melhor o orçamento e até investir o que antes seria gasto com juros mais altos”, explicou.

Entrada menor e crédito mais acessível

Com a nova política de financiamento, um imóvel de R$ 300 mil na faixa 4 do Minha Casa Minha Vida — voltada para quem tem renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil — exige agora uma entrada de cerca de R$ 60 mil, contra os R$ 90 mil exigidos anteriormente. Os R$ 240 mil restantes podem ser financiados em até 420 meses (35 anos), com taxa de juros de aproximadamente 10,5% ao ano.

A medida reduziu o valor da entrada e tem permitido que o comprador utilize parte dos recursos que antes seriam destinados às taxas para mobiliar o imóvel ou investir em outras áreas.

Para o corretor de imóveis Douglas Bissoli, o cenário atual abre novas oportunidades no setor e oferece um ambiente de estabilidade para quem quer comprar.

“As condições estão mais flexíveis e sustentáveis. Isso dá segurança ao comprador e movimenta o mercado, que vinha em um ritmo mais lento nos últimos anos”, afirmou.

Novos planos

Enquanto planejam o casamento e o novo lar, Lucas e Amanda também já pensam no futuro. Depois de conquistar a casa própria, o casal pretende aumentar a família — e seguir investindo no sonho que começou juntos.

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