O futuro previdenciário dos servidores municipais de Vera foi tema central de debate nesta segunda-feira (23), durante reunião realizada na Câmara de Vereadores. Na ocasião, o Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Vera (Vera-Previ) apresentou a Reavaliação Atuarial de 2026 e expôs diferentes cenários para uma possível reforma da previdência no município.
O encontro reuniu representantes de diversas esferas da administração pública e da sociedade civil, entre eles o prefeito Yago Giacomelli, o controlador interno Elson dos Santos, secretários municipais, vereadores, membros do Sindicato dos Servidores e conselheiros do próprio instituto.
Apesar de o Vera-Previ apresentar atualmente uma situação financeira considerada sólida — com mais de R$ 58 milhões em caixa — o alerta é para o futuro. De acordo com o atuário Igor França Garcia, sem ajustes nas regras atuais, o instituto poderá enfrentar um déficit significativo ao longo dos próximos anos, cenário semelhante ao vivido hoje pelo INSS em nível nacional.
Segundo o especialista, agir de forma preventiva é essencial para garantir o equilíbrio das contas públicas e a continuidade dos investimentos no município.
“A reforma da previdência não é algo restrito à Prefeitura, à Câmara ou apenas ao Vera-Previ. Ela é fundamental para todo o município. Precisamos de ajustes para assegurar a sustentabilidade a longo prazo, permitindo que o poder público mantenha investimentos e garanta o pagamento dos benefícios futuros”, destacou Igor França.
Próximos passos
Durante a reunião, foram apresentados quatro cenários possíveis para a reforma, com variações nas regras de transição e nos critérios de concessão dos benefícios. A partir de agora, o processo avança para uma fase de análise técnica e diálogo entre os envolvidos.
De acordo com a diretora do Vera-Previ, Oneide Moro, o momento exige cautela e construção conjunta.
“O próximo passo é reunir a Comissão da Reforma para definir o cenário mais equilibrado, que atenda tanto os servidores quanto o Executivo”, afirmou.
A discussão deve seguir nas próximas semanas, com o objetivo de construir um modelo que preserve os direitos dos servidores e, ao mesmo tempo, assegure a responsabilidade fiscal do município.
Da Redação | Vera News
