Turistas que aproveitavam um passeio pelo Cânion do Rio Salobra, na Serra da Bodoquena, foram surpreendidos com a força repentina da água após chuvas na região e precisaram ser resgatados pelo Corpo de Bombeiros de Bonito nessa sexta-feira (2).
Segundo os próprios turistas, pelo menos três grupos faziam a Trilha Cânion do Rio Salobra.
Duas fazendas dão acesso ao local. Para chegar ao Rio Salobra, os grupos precisam atravessar o Rio Limoeiro, travessia que é feita a pé, com água na canela. Nesta sexta-feira, a ida até o Cânion ocorreu normalmente, mas, em poucos minutos, o rio subiu e a situação do retorno ficou inviável.
Fádua Fazzi, proprietária da Eco Serrana Park, responsável pelo passeio, contou que a enchente ocorreu no Limoeiro.
Segundo ela, o rio subiu em cerca de 30 minutos. Em seis anos operando com o passeio, nunca tinham visto nada igual. “Pela manhã estava garoando, mas ao longo do dia estava sol. Não havia nada que sinalizasse que o rio ia encher.” O nível começou a subir por volta das 10h e o próprio atrativo analisou a situação de risco e acionou o Corpo de Bombeiros de Bonito.
Todos os turistas chegaram no receptivo por volta de 14 horas.
A funcionária pública Fabiane Moreira da Silva foi uma das turistas resgatadas. Segundo ela, foram cerca de 4 horas de espera dentro da mata para que todos passassem pelo rio em segurança. Os militares atravessaram um por um.
“A espera do resgate durou cerca de 4 horas. A dificuldade maior foi para passar de um lado do rio para o outro lado, porque eu acabei engolindo muita água, entrando muita água pelo nariz e eu tive aquela sensação de afogamento. Mas os bombeiros socorreram, resgataram muito bem, no fim das contas deu tudo certo. Graças a Deus, temos uma história feliz”.
De acordo com Fabiane, pelo menos 50 pessoas precisaram ser resgatadas.
Conforme Fádua, neste sábado (3) o passeio está fechado. Mais de cinquenta reservas foram canceladas e as atividades só devem ser retomadas quando o rio voltar à condição de segurança.
Hoje, a segurança dos turistas segue um protocolo bem definido. O passeio só ocorre caso o nível da água esteja dentro da normalidade; réguas instaladas nas margens fazem esta medição. Em dezembro o passeio ficou fechado por 10 dias, justamente por conta do risco.
Segundo Fádua, a fazenda está fazendo uma ponte para a travessia alternativa do Rio Limoeiro.