O presidente do Republicanos em Mato Grosso, Adilton Sachetti, afirma que a gestão Mauro Mendes/Otaviano Pivetta acumula muitos serviços prestados e que, com o início da pré-campanha, é necessário apresentar melhor à sociedade “quem é o Pivetta”. “É botar a cara para as pessoas verem o Pivetta. Ele já tem feito isso. Nos últimos meses, tem aparecido mais, ido a eventos, participado, falado. Ele sempre foi muito discreto, mas agora as pessoas têm dado mais destaque ao que ele faz dentro do governo. Isso era necessário”, avalia o ex-deputado federal e ex-prefeito de Rondonópolis.
Sachetti diz não ter dúvidas de que o correligionário – que deve assumir o Paiaguás em abril, quando Mauro deve renunciar para disputar o Senado – é a melhor opção para governar Mato Grosso e destaca que o vice-governador deverá intensificar agendas pelo interior do estado para articular sua pré-candidatura ao Palácio Paiaguás. “Vai visitar obras, setores de infraestrutura e a área da educação, que é a grande paixão dele”, ressalta.
O dirigente lembra que, quando foi prefeito de Lucas do Rio Verde, Pivetta investiu fortemente na educação, o que projetou o município nacionalmente. “A paixão dele é a educação. A primeira é a educação, a segunda é a educação e a terceira é a educação. Depois vem o resto”, enfatiza.
Sobre o perfil do vice-governador, frequentemente criticado por não ser populista, Sachetti afirma que basta olhar para o período anterior ao governo Mauro Mendes/Otaviano Pivetta para perceber o salto econômico e administrativo do Estado.
Sem citar nomes diretamente, ele faz referência às gestões de Silval Barbosa, marcada por escândalos, e de Pedro Taques, que deixou o Palácio Paiaguás sob forte desgaste. “Uma gestão ficou marcada pelas falcatruas e prejuízos ao Estado. A outra, pelo excesso de rigor, mas sem gestão”, resume.
Embates na campanha
Sachetti afirma ainda que o grupo está preparado para rebater eventuais ataques durante a campanha e sustentar que Mato Grosso não apenas cresce economicamente, como também mantém atenção às políticas sociais.
Recentemente, a pré-candidata ao governo Natasha Slhessarenko (PSD) fez críticas à atual gestão e declarou que a próxima administração precisa ter “alma” e gostar de povo, defendendo maior atenção à área social.
Para o dirigente do Republicanos, há uma confusão entre o conceito de social e o de paternalismo. “Paternalismo é uma coisa, social é outra. Social é atender a todos, dar oportunidade para todos, investir em infraestrutura para todos”, afirma, destacando que o compromisso social se reflete na garantia de qualidade de vida.
Ele critica políticas assistencialistas que, segundo ele, não estimulam a autonomia das pessoas. “Esse paternalismo de dar isso, dar aquilo é ultrapassado. Olha Cuba, olha a Venezuela. Davam tudo, mas não davam o principal, que é o estímulo para a pessoa crescer, progredir, ser independente, sem depender de político para conseguir”, declara.
Na avaliação de Sachetti, o essencial é manter o foco na gestão. “A sociedade precisa acordar para isso. Não é o tapinha nas costas nem o discurso bonito que resolve. Muitas vezes é preciso dar o remédio amargo”, opina, ressaltando que os bons resultados vêm com zelo pela coisa pública e uma administração qualificada.
Arco de alianças
Sobre a formação do arco de alianças, Sachetti avalia que ainda é cedo para definições e que será necessário aguardar os rearranjos da janela partidária. Segundo ele, somente depois haverá maior clareza sobre o posicionamento das forças políticas.
O dirigente afirma que a estratégia é dialogar com o maior número possível de partidos e defende o fim do radicalismo na política. “A gente tem a oportunidade de dialogar com todo mundo agora. Depois, dentro desse diálogo, vamos definir quem vai compor”, conclui.