04/02/2026

4 de fevereiro de 2026 04:44

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Setor mineral sustenta superávit da balança comercial em 2025

O setor mineral foi o principal responsável pelo superávit da balança comercial brasileira em 2025, um ano marcado por tensões geopolíticas e instabilidades nos mercados internacionais.

O saldo comercial do setor mineral cresceu 7,6%, alcançando US$ 37,61 bilhões. O valor corresponde a 55% do superávit total do Brasil, que somou US$ 68,29 bilhões no período.

O dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração)

As exportações totalizaram 431 milhões de toneladas, alta de 7,1% em relação a 2024, com receita de aproximadamente US$ 46 bilhões, avanço de 6,2%.

Já as importações minerais registraram leve alta de 0,1% em valor, alcançando US$ 8,5 bilhões, enquanto o volume caiu 1,3%, para 40,8 milhões de toneladas.

Destaques nas exportações

A China manteve-se como o principal destino das exportações minerais brasileiras em 2025, concentrando 69,2% das vendas externas do setor.

O minério de ferro, principal produto da balança comercial mineral, somou US$ 28,96 bilhões em exportações. A China respondeu por cerca de US$ 19,5 bilhões desse total, o equivalente a 67% das vendas do produto ao exterior.

A demanda de outros países asiáticos também contribuiu para o desempenho do setor.

Um dos destaques foi a Índia, que voltou a importar minério de ferro brasileiro em 2025. Enquanto em 2024 o país não havia realizado compras relevantes, em 2025 as importações indianas alcançaram cerca de US$ 440 milhões.

O avanço da demanda indiana está ligado à expansão da indústria siderúrgica do país, impulsionada pelo crescimento da infraestrutura, da construção civil e do setor industrial.

Avanços de ouro e cobre

No segmento de cobre, as exportações também bateram recorde.

As vendas externas de minério de ouro e cobre avançaram 66,1% e 20,5%, respectivamente, reforçando o saldo positivo da balança comercial do setor.

No caso do ouro, a valorização está associada ao aumento da procura por ativos considerados mais seguros, em meio às incertezas geopolíticas e econômicas globais.

Já o cobre tem sido impulsionado pela transição energética: o metal é base de praticamente toda a cadeia de eletrificação, presente em veículos elétricos, cabos, redes e equipamentos de geração e transmissão de energia.

Dados da IEA (Agência Internacional de Energia) indicam que a demanda global por cobre deve crescer cerca de 30% até 2040, pressionada pela expansão das energias renováveis e da mobilidade elétrica.

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