O “sumiço” do zagueiro Robert Arboleda segue agitando (e muito) os bastidores do São Paulo.
Como mostrou a ESPN na noite da última segunda-feira (6), o defensor finalmente fez contato pela primeira vez após “desaparecer” para o Equador. No entanto, a comunicação foi encarada pelo Tricolor apenas como “informal”, de acordo com fontes ouvidas pela reportagem.
Na rápida troca de mensagens que teve com um membro da alta cúpula são-paulina, Arboleda reforçou que não quer seguir no Morumbis e salientou que quer “resolver sua situação” o quanto antes. A fala foi uma resposta à notificação feita pelo time paulista, que deu prazo de 24 horas para ele se reapresentar aos treinos.
O entendimento do Tricolor é que, neste contato inicial com o zagueiro, a situação ainda não começou a ser resolvida do ponto de vista formal. No entanto, a expectativa é que a semana será “definitiva” para resolver de vez o “caso Arboleda”.
Segundo pessoas ouvidas pela reportagem, o comando do clube entende que não dá mais para “passar a mão” na cabeça do atleta, algo que a equipe fez muitas vezes ao longo dos últimos anos.
Agora, a visão é que o próximo passo é um acordo entre os advogados do São Paulo e de Arboleda. A intenção é que os contatos sejam iniciados o quanto antes para dar a partida no desenho da rescisão de contrato.
Queimado com elenco e diretoria
Ainda segundo apuração, Arboleda se “queimou” com o elenco são-paulino com sua ida só com passagem de ida para o Equador.
Fontes salientam que o plantel não aceitou a atitude do defensor, que não teria cumprido os “ritos” e “códigos de conduta” do vestiário.
A diretoria também está muito incomodada com a situação, principalmente o gerente de futebol do Tricolor, Rafinha.
O ex-lateral está no Uruguai com a delegação são-paulina para o jogo desta terça-feira (7) contra o Boston River, pela CONMEBOL Sul-Americana, mas vem expressando constantemente sua contrariedade com o tema – sentimento compartilhado com o técnico Roger Machado.
Em meio a tudo isso, a percepção interna é que Arboleda fez “molecagem” com o São Paulo após quase 10 anos de serviço ao time, e a tendência é que ele nunca mais vista a camisa da equipe.
Enquanto os departamentos jurídicos se movimentam para formalizar a rescisão, o sentimento final no Morumbis é que o zagueiro, outrora querido por elenco, diretoria e torcida, sairá pela “porta dos fundos”.
