Mato Grosso atingiu, em setembro, o maior volume de exportações de carne suína dos últimos oito anos, registrando uma alta de cerca de 20% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o estado embarcou 3,7 mil toneladas, movimentando aproximadamente US$ 8,24 milhões.
O desempenho reforça a força da suinocultura mato-grossense, com destaque para os municípios de Tapurah, Nova Mutum e Sorriso, que se consolidam como principais polos de produção e industrialização da proteína no estado. Outras cidades, como Diamantino e Rondonópolis, também figuram entre as mais representativas da cadeia produtiva.
No cenário nacional, o Brasil alcançou em setembro o maior volume de exportações da série histórica, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Foram 148,18 mil toneladas embarcadas um aumento de 24,58% na comparação mensal.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a demanda das Filipinas tem sido o principal motor do crescimento nas vendas externas. Somente em setembro, o país asiático importou 49 mil toneladas de carne suína brasileira 46,5% a mais que no mês anterior e 74% acima do mesmo período de 2024.
Um relatório da Embrapa destaca que o Brasil encerrou 2024 como o quarto maior produtor e o terceiro maior exportador de carne suína do mundo, com mais de 5 milhões de toneladas produzidas, das quais 4 milhões foram destinadas ao consumo interno.
Em Mato Grosso, o rebanho atual é de 2,1 milhões de cabeças, conforme dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) e da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). Com o aumento da capacidade produtiva e da competitividade internacional, o estado se firma como um dos protagonistas do agronegócio nacional, com Tapurah, Nova Mutum e Sorriso liderando a expansão das exportações de carne suína.
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