A incorporadora Tecnisa finalizou o terceiro trimestre de 2025 com prejuízo líquido de R$ 9,5 milhões, comparável a um prejuízo de R$ 42,9 milhões no mesmo trimestre de 2024. A empresa divulgou seu balanço do período nesta segunda-feira (5).
A receita líquida da incorporadora cresceu 2,3% em um ano, para R$ 81,5 milhões. A margem bruta foi de 4,2%, comparável a uma margem negativa de 14,2% um ano antes. A margem bruta ajustada ficou em 16,2%, crescimento de 15,8 pontos em um ano.
No acumulado de 2025, até setembro, houve prejuízo líquido de R$ 76,8 milhões, ante prejuízo de R$ 94,9 milhões no mesmo intervalo de 2024.
A Tecnisa não realizou lançamentos no terceiro trimestre, nem no acumulado do ano até setembro. As vendas contratadas da empresa caíram 16,3% no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2024, para R$ 73,1 milhões. No acumulado do ano até setembro, as vendas caíram 56,7%, para R$ 204 milhões.
A empresa tem um banco de terrenos avaliado em R$ 2,6 bilhões, dos quais os terrenos do projeto Jardim das Perdizes somam R$ 2,1 bilhões de valor geral de vendas (VGV) potencial exclusivo da Tecnisa. Em novembro, a empresa anunciou ao mercado que não iria mais vender esses terrenos para a Cyrela — o objetivo da Tecnisa, à época do anúncio da operação, era reduzir sua alavancagem.
A empresa terminou setembro com dívida líquida de R$ 501 milhões, queda de 1% em um ano. A alavancagem, medida pelo indicador da dívida líquida sobre o patrimônio líquido, ficou em 158,5%, alta de 42,9 pontos percentuais sobre o terceiro trimestre de 2024.
“Embora a operação citada não tenha se concretizado, a companhia continua avaliando a venda de ativos em condições mais favoráveis para a redução da alavancagem, considerando o cenário de juros altos e incertezas sobre os rumos da economia”, afirma o CEO Fernando Tadeu Perez no material que acompanha a divulgação de resultados da Tecnisa.
