O atacante Gabriel Jesus volta a Madrid depois de quatro anos para disputar mais uma partida decisiva de Champions League na carreira. O Arsenal encara o Atlético nesta quarta-feira (29), no Riyadh Air Metropolitano, palco que o brasileiro nunca pisou anteriormente. Sua principal vítima na Espanha é o Real Madrid: no total, foram três gols e uma assistência em quatro jogos disputados contra os merengues, todos pelo Manchester City, com três vitórias e apenas uma derrota, justamente na última vez dele na capital espanhola, em 4 de maio de 2022.
Apesar de nunca ter vencido a competição, os números de Gabriel Jesus o credenciam como um dos principais atletas brasileiros na Champions. Entre os jogadores em atividade, é o terceiro com mais gols marcados (26), ao lado de Rodrygo, do Real Madrid. No ranking, fica atrás apenas de Neymar, com 43 gols, e Vini Jr, com 34. Além disso, possui nove assistências para gols e tem a incrível média de 0,63 participações diretas em gols por partida na principal competição do planeta.
Contra o Atlético de Madrid, Jesus só atuou uma vez, no jogo de ida das quartas de final da edição de 2021/22 da Champions League, ainda pelo Manchester City. Na ocasião, seu time venceu por 1 a 0, no Etihad Stadium, com gol de Kevin De Bruyne.
Contra adversários espanhóis, o atacante ainda tem um jogo contra o Sevilla, com um gol e uma assistência, também pelo City. Na temporada passada, já pelo Arsenal, não esteve em campo nos confrontos diante do Athletic Bilbao, Girona, Atlético de Madrid e Real Madrid.
Pelo menos por enquanto, além de priorizar a fase decisiva da Champions e também da Premier League, a qual disputa ponto a ponto o título com o Manchester City, Gabriel ainda sonha com a seleção brasileira.
Mesmo reconhecendo que precisa jogar para ter essa chance, o atacante entende que alguns diferenciais o fazem manter a chama acesa, como o fato de conseguir atuar nas quatro posições do ataque.
“Eu amadureci muito todo esse período na Europa e consigo ajudar em várias funções, criando chances, abrindo espaços e servindo os companheiros com assistências. Também posso jogar nos dois lados do campo, como ponta, como já fiz inclusive em outras Copas”, diz.
O outro fator é que com “apenas” 29 anos, Gabby, como é carinhosamente chamado no Arsenal, acumula números importante com a camisa amarelinha. São 19 gols e 13 assistências em 64 jogos, uma média de 0,50 de participações diretas em gols por jogo.
É o quarto maior artilheiro na história da Seleção Brasileira, dentre os atletas ainda em atividade, e fez o gol que devolveu a vantagem ao Brasil na final da Copa América de 2019, vencida por 3 a 1 contra o Peru, na última taça levantada pelo país. Além disso, foi peça fundamental na campanha do primeiro ouro olímpico do Brasil, em 2016, sendo um dos principais goleadores brasileiros na competição, com 3 gols.
Seu último gol pela seleção aconteceu no amistoso contra a Coréia do Sul, na vitória de 5×1, em junho de 2022. Já a última partida foi na derrota para a Argentina, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo, em novembro de 2023, no Maracanã. Depois disso, ele passou por duas graves lesões e não teve mais oportunidades. Com o retorno aos gramados no começo deste ano, o nome de Gabriel chegou a ser cogitado para os amistosos contra França e Croácia, ao final do mês de março.
“Tenho consciência que outros jogadores que estavam performando, mas quero acreditar até o fim que é possível, sempre mantendo o foco nesta reta final de Champions e Premier”, afirma.
