O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), se declarou suspeito para relatar o pedido para que o Congresso instale uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as suspeitas de fraudes financeiras na relação entre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília).
Ele foi sorteado ainda nesta quarta-feira (11) para ser relator do caso. Na decisão, o magistrado aponta "motivo de foro íntimo". Antes, no entanto, afirmou que as hipóteses de suspeição ou de impedimento do caso já foram afastadas,
"Ressalto, inicialmente, que foram definitivamente afastadas, por decisão transitada em julgado, quaisquer hipóteses de suspeição ou de impedimento da minha atuação nos processos da chamada ‘Operação Compliance Zero’. Nesse sentido, reproduzo a nota oficial dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal, publicada no dia 12 de fevereiro de 2026", disse o ministro.
Após a decisão, o caso foi redistribuído para o ministro Cristiano Zanin.
O mandado de segurança foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que vinha se articulando para colher assinaturas desde 18 de novembro. Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez na véspera.
Toffoli se retirou da relatoria do processo do Master em 12 de fevereiro, depois de uma pressão crescente para se afastar do caso, principalmente depois da revelação de conexões entre o ministro, o resort Tayayá e o banco de Daniel Vorcaro.
A decisão foi divulgada em nota assinada por todos os outros ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) depois de tensas…
