13/01/2026

13 de janeiro de 2026 19:29

  • Home
  • Esportes
  • Um ano novo promissor para o futebol brasileiro – 31/12/2025 – Marcelo Bechler

Um ano novo promissor para o futebol brasileiro – 31/12/2025 – Marcelo Bechler

O ano de 2026 vem com uma grande expectativa. O Brasil viverá, como entre 1970 e 1994, o jejum de 24 anos sem ganhar uma Copa do Mundo. O calendário nacional foi transformado, o fair play financeiro chega com a expectativa de controlar a farra de maus pagadores. Não sou um otimista por natureza, tenho até um pouco de medo de criar uma euforia por algo que ainda não aconteceu e depois me decepcionar. Estou muito longe de ser um ufanista –nada contra, tenho até amigos que são. Porém, de fato, não tenho o reflexo de ser absolutamente crítico a tudo o que se faça no Brasil e no futebol brasileiro.

Sobre a Copa do Mundo, a seleção não chega como favorita, mas também não vejo o time de Ancelotti muito atrás dos principais adversários. A Espanha, pela qualidade técnica e pela identidade de jogo muito marcada, parte como favorita. A Argentina, pela continuidade de trabalho de Lionel Scaloni, também aparece especialmente considerada. A idade de Leo Messi e o ciclo um pouco descuidado (na última data Fifa fez apenas um amistoso, por exemplo) me deixam com um pé atrás. Individualmente, a França tem mais bons jogadores por posição que o Brasil. No mais, entre peças individuais e desempenho coletivo, coloco o Brasil em uma prateleira com Alemanha e Inglaterra, seguidos de Marrocos, Equador e Holanda.

Ou seja, estar entre os quatro ou cinco melhores times da Copa do Mundo é sinal de estar vivo na disputa, e um bom mês, combinado com uma (sempre necessária) dose de sorte, deixa o Brasil entre os cotados para ser campeão.

No território nacional, a mudança de calendário é positiva. Reduzir datas dos estaduais e da Copa do Brasil enxuga jogos desinteressantes, ao mesmo tempo que ajuda a reduzir a margem de erro. Os times que jogam a Libertadores farão seis jogos a menos por ano, caso joguem tudo o que é possível. Os demais da Série A farão oito partidas a menos. Isso representa quase dois meses de jogos de meio de semana a menos. Ao mesmo tempo, as copas regionais garantem mais calendário para premiar as equipes do interior que fizerem um bom estadual. A Série D com mais 32 clubes também deixa o torneio mais plural e preenche o ano dos pequenos.

É importante que os grandes joguem menos, com mais jogos de qualidade. É igualmente importante que os menores joguem mais vezes e não fiquem sem ter o que disputar por vários meses do ano. Um clube como o Uberlândia, só para citar um exemplo aleatório, pode jogar 16 partidas a mais em 2026. Isso é um sinal de emprego e sustento para uma parte importante da indústria futebolística brasileira.

Outra novidade será a implementação do fair play financeiro. Aqui algo é muito problemático, que é permitir que as SAFs gastem o que os clubes não geram em receitas. Criar um mecanismo para fiscalizar e punir as instituições que gastam mais do que arrecadam, obrigar os clubes a ser responsáveis no pagamento de salários e aos seus credores também são pontos positivos. Mas o conceito de fair play é que o jogo seja justo. E não é justo que o Ceará lute para não cair gastando apenas o que o seu orçamento permite enquanto Rafael Menin, um dos donos do Atlético Mineiro, admite que para ser competitivo nos últimos ano o clube tenha investido mais do que poderia, senão “teria que trabalhar com o orçamento do Ceará”.

O campeonato deve ser disputado dentro de campo por equipes que foram montadas de forma responsável. O fair play melhora alguns pontos, mas não impede que o Brasil tenha um torneio de “quem tem pai mais rico pode mais”.

Sei que entrar em 2026 com o pé direito, os dois ou o esquerdo é algo polêmico demais para alguns, mas na minha visão temos condições de, seja com o pé que for, dar passos e passes à frente neste ano novo.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Nicolas Krassik lança ‘Em Cenas’ – 13/01/2026 – Música em Letras

O violinista francês Nicolas Krassik comemora 25 anos vivendo no Brasil lançando nesta quarta-feira (14),…

“Fui perseguido pelo regime dos aiatolás”, diz brasileiro sobre Irã

O sheik Rodrigo Jalloul, brasileiro exilado do regime do Irã, relatou, em entrevista ao CNN…