14/01/2026

14 de janeiro de 2026 13:37

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Vendas na Black Friday deve bater recorde histórico, diz CNC


A Black Friday de 2025 deve gerar R$ 5,4 bilhões em vendas no comércio brasileiro, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O valor representa alta de 2,4% em relação ao ano passado, já descontada a inflação, e consolida novembro como um dos meses mais fortes do varejo nacional.

Diferentemente da Black Friday tradicional dos Estados Unidos, o levantamento da CNC considera todo o mês de novembro, e não apenas a sexta-feira promocional do dia 28. “Essa é uma característica da Black Friday brasileira”, explica o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

A data já é a quinta mais importante para o comércio, atrás apenas do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.

Setores que devem liderar as vendas

Os segmentos que devem apresentar maior volume financeiro são:

  • Hiper e supermercados – R$ 1,32 bilhão
  • Eletroeletrônicos e utilidades domésticas – R$ 1,24 bilhão
  • Móveis e eletrodomésticos – R$ 1,15 bilhão
  • Vestuário, calçados e acessórios – R$ 950 milhões
  • Perfumaria, cosméticos e farmácias – R$ 380 milhões
  • Livrarias, papelarias, informática e comunicação – R$ 360 milhões

Por que o faturamento será recorde?

A CNC aponta três fatores que estimulam o consumo:

  • Dólar mais baixo, que reduz o preço de produtos importados
  • Inflação menos intensa, melhorando o poder de compra
  • Emprego em alta, com taxa de desemprego em 5,6%, a menor desde 2002

Por outro lado, o estudo também destaca limitações: juros elevados, endividamento das famílias e concorrência crescente de compras internacionais.

A taxa média de juros no crédito livre para pessoas físicas é de 58,3% ao ano, o maior patamar desde 2017. Além disso, 30,5% das famílias têm contas em atraso, segundo levantamento da própria CNC.

Categorias com maiores descontos

A CNC monitorou diariamente 150 preços de produtos em 30 categorias e constatou que 70% delas têm forte potencial de desconto — com quedas já superiores a 5% antes da Black Friday.

As maiores reduções foram observadas em:

  • Papelaria – 10,14%
  • Livros – 9,02%
  • Joias e bijuterias – 9,01%
  • Perfumaria – 8,20%
  • Utilidades domésticas – 8,18%
  • Higiene pessoal – 8,11%
  • Moda – 7,82%

Origem da data

Inspirada no varejo norte-americano pós-Dia de Ação de Graças, a Black Friday ganhou força no Brasil a partir de 2010, quando movimentou R$ 1,52 bilhão e ainda era limitada a poucos segmentos. Hoje, abrange praticamente todo o comércio físico e digital.

Golpes e cuidados

Com o aumento do volume de vendas, também crescem os riscos de golpes — inclusive utilizando inteligência artificial. A Senacon recomenda atenção redobrada:

  • desconfiar de descontos “irreais”;
  • verificar a reputação das lojas;
  • conferir prazos de entrega e reembolso;
  • priorizar sites seguros (“https” e cadeado no navegador);
  • lembrar do direito de arrependimento de 7 dias em compras on-line.

Pesquisas indicam que 63% dos consumidores não conseguem identificar golpes feitos com IA, que podem incluir vídeos falsos com celebridades, perfis profissionais fabricados e imagens alteradas digitalmente.

Com informações da Agência Brasil

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