18/04/2026

18 de abril de 2026 21:37

  • Home
  • Últimas Notícias
  • Vice-presidente do CFM detona vereador por intimidar médica: “não faria se fosse homem”

Vice-presidente do CFM detona vereador por intimidar médica: “não faria se fosse homem”

Diretoria do Conselho Federal de Medicina (CFM) esteve em Cuiabá para avaliar de perto a intimidação sofrida por uma médica no Pronto Socorro de Várzea Grande, protagonizada pelo vereador Kleberson Feitoza Estácio (PSB). A vice-presidente do CFM, Rosylane Rocha, classificou o episódio como um caso de coação e difamação, ressaltando que a profissional precisou se afastar do trabalho e está recebendo acompanhamento médico.  

Rosylane Rocha expressou indignação com a atitude do vereador, afirmando que a situação seria diferente se a vítima fosse um médico homem.

“Jamais esse vereador agiria da forma que aconteceu, constrangendo a profissional. Para piorar, dois dias antes do Dia Internacional da Mulher. Esse desrespeito às médicas é uma vergonha”, destacou.  

A vice-presidente do CFM criticou a postura do parlamentar, sugerindo que sua ação visava apenas angariar seguidores nas redes sociais.

“Com sua prerrogativa de fiscalizar, ele deveria fiscalizar condições de trabalho, buscar melhorias no atendimento e garantir qualidade de assistência à saúde da população. E não fazer esse tipo de ação pirotécnica para ganhar likes”, disparou.  

Rosylane Rocha ainda informou que o CFM e o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) estão prestando apoio à médica, que é servidora pública.

“Ela estava como funcionária empregada pública, exercendo a função de cargo público. Portanto, isso foi também um desacato ao servidor público. Nós, mulheres médicas, não vamos aceitar mais esse tipo de desrespeito. Isso é inadmissível, principalmente vindo de um parlamentar eleito pelo povo. É importante que a sociedade tenha conhecimento do que esse vereador está fazendo”, reforçou.  

A vice-presidente do CFM alertou que esse tipo de situação desestabiliza o atendimento em unidades de saúde, agravando a escassez de profissionais em Cuiabá e Várzea Grande. “Quando acontece esse tipo de violência, o médico ou a médica se afasta do trabalho e quem fica prejudicado é a população”, concluiu.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Edenílson e Danilo brilham, e Botafogo goleia a Chapecoense fora de casa

O Botafogo incendiou os minutos iniciais do duelo e venceu a Chapecoense por 4 a…

Piloto de MS morre carbonizado em queda de avião no interior de SP

Um piloto de Mato Grosso do Sul morreu carbonizado após a queda de um avião…

Polícia encerra operação Safe City com 29 foragidos presos em Mato Grosso

A Polícia Civil concluiu, ontem, a Operação Safe City, coordenada pela Gerência de Polinter e…