Rafael Amorim de Brito, apontado como o assassino do sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, foi preso nesta quarta-feira (7), no Rio de Janeiro, após mais de um ano foragido. O suspeito estava escondido no Complexo do Alemão e foi capturado quando saía da comunidade para, supostamente, cometer um roubo a uma residência no município de Itaboraí, na Região Metropolitana Leste Fluminense.
A prisão ocorreu durante uma operação da Delegacia de Repressão a Crimes contra a Vida da Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio da Diretoria da Agência Central de Inteligência (DACI) da Polícia Militar de Mato Grosso, da Polícia Federal e da Polícia Militar fluminense.
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A informação foi confirmada por fontes da Polícia Militar de Mato Grosso. Até o momento, as forças de segurança não divulgaram detalhes operacionais da abordagem, e novas informações podem ser repassadas a qualquer momento.
O sargento Odenil Alves Pedroso, de 47 anos, foi executado no dia 28 de maio de 2024, em uma lanchonete localizada em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Morada do Ouro, em Cuiabá. Na ocasião, o militar realizava jornada extraordinária de trabalho, devidamente autorizada, durante seu horário de folga.
Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação criminosa. Rafael Amorim chegou ao local em um veículo, estacionou em frente ao estabelecimento, desceu e efetuou diversos disparos contra o sargento. Odenil foi socorrido por um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante um procedimento cirúrgico.
Desde o crime, Rafael era considerado foragido da Justiça. As investigações apontaram que ele se escondeu no Rio de Janeiro, recebendo apoio financeiro de integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, organização com forte atuação no estado.
Em fevereiro de 2025, as apurações avançaram com a prisão de Aldemir de Assis Campos, conhecido como “Tucão”, apontado como uma das principais lideranças da facção e integrante do chamado “Conselho Final”, grupo responsável por autorizar execuções. Segundo a Polícia, Tucão teria financiado a fuga de Rafael e de outros envolvidos no assassinato do sargento.
A prisão de Tucão ocorreu em uma ação integrada das forças de segurança de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, com participação do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Ele segue detido.
Rafael Amorim de Brito deverá ser transferido para Mato Grosso, onde ficará à disposição da Justiça e responderá pelo homicídio do policial militar.
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