01/03/2026

1 de março de 2026 05:11

VÍDEO: Sem Bolsonaro, direita busca rumo e Cidinho defende Tarcísio para unificar

O ex-senador Cidinho Santos (PP) afirmou que a direita brasileira caminha em um cenário de indefinição para 2026 e que ainda falta decisão sobre qual nome será capaz de unificar o campo conservador. Para ele, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desponta como a opção mais forte para consolidar uma candidatura única com chances reais de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve buscar a reeleição.

Durante entrevista concedida na última quinta-feira, 26 de novembro, em Cuiabá, Cidinho disse que a maior dúvida da direita hoje é escolher entre lançar vários candidatos no primeiro turno ou apostar em um único nome desde o início.

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“O que existe é uma indefinição se a direita vai ser um candidato só, ou vai ser vários candidatos no primeiro turno para fazer a união no segundo turno. Eu acho que isso que é a grande dúvida, se vai ter uma candidatura do Romeu Zema, do Caiado, do próprio Tarcísio, do Ratinho, e depois, num segundo turno, ter uma união. Acho que isso que é hoje a grande indefinição do grupo da direita”, comentou. 

O ex-senador defendeu que, se Tarcísio aceitar disputar a Presidência, o bloco conservador deveria fechar com ele desde o início. “Eu acho que, se caso a candidatura for do governador Tarcísio, acho que é melhor ter uma união de todos, porque você vai já mais fortalecido”, afirmou Cidinho, reforçando que o paulista teria maior capacidade de reunir governadores, parlamentares e lideranças estaduais.

A avaliação de Cidinho ocorre num momento em que a direita tenta reorganizar sua estrutura após a prisão e inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL), que deixou um vácuo na liderança nacional do grupo. Com isso, nomes como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Ratinho Junior (PSD) passaram a ser ventilados como possíveis presidenciáveis.

Apesar da movimentação intensa, Cidinho alerta que a dispersão de candidaturas pode enfraquecer a direita logo na largada. Segundo ele, a união já no primeiro turno seria a estratégia mais sólida para enfrentar Lula.

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