Secom-MT
A nove meses das eleições, a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, começa a ter o nome cada vez mais ventilado nos bastidores como possível candidata a uma cadeira na Câmara Federal. A movimentação se insere em uma tendência nacional, destacada pelo jornal O Globo, de mulheres ligadas a lideranças políticas, sobretudo de partidos de direita, que passam a ser estimuladas a disputar eleições como estratégia de ampliação do voto feminino.
Assim como Michelle Bolsonaro, Gracinha Caiado (esposa do governador de Goiás, Ronaldo Caiado) e outras primeiras-damas pelo país, Virginia aparece como um nome com capital político próprio, construído a partir da atuação social, e já recebe incentivos públicos de lideranças locais, entre elas o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, que já declarou apoio à eventual candidatura.
A representatividade feminina é inegável e reforça a presença das mulheres nos espaços de poder. No entanto, como avaliam cientistas políticas, a eventual eleição dessas candidatas não significa, necessariamente, um avanço ou fortalecimento das pautas feministas ou da agenda histórica de defesa dos direitos das mulheres, mas sim uma reconfiguração estratégica do tabuleiro eleitoral.
Sem assumir publicamente a pré-candidatura, mas com o respaldo do governador Mauro Mendes, Virginia se soma a um fenômeno político nacional da direita observado com atenção no cenário de 2026.