A Whirlpool, dona da Brastemp e da Consul, apresentou prejuízo de US$ 85 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro US$ 71 milhões no mesmo período de 2025. No trimestre, as receitas da companhia somaram US$ 3,27 bilhões, queda de 9,6% em um ano.
O faturamento da companhia na América do Norte recuou 7,5% no trimestre encerrado em março, em base anual, para US$ 2,24 bilhões. De acordo com a administração, a piora foi impulsionada por menor volume decorrente de “declínio significativo” da indústria e por preço e “mix” desfavoráveis, na medida em que a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) e os reembolsos antecipados desorganizaram a precificação do setor.
Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas comerciais do presidente Donald Trump, impostas com base em uma lei destinada a situações de emergência nacional. Por seis votos a três, os juízes mantiveram a decisão de uma instância inferior de que o uso pelo presidente republicano da IEEPA excedeu sua autoridade.
“Agimos de forma decisiva para enfrentar preços e custos diante da rápida deterioração das condições macroeconômicas. Agora, com as mudanças da Seção 232 favoráveis aos fabricantes domésticos, a Whirlpool Corporation está estruturalmente posicionada para vencer com nossos produtos fabricados nos Estados Unidos”, diz Marc Bitzer, presidente do conselho e diretor-presidente da Whirlpool.
Na América Latina, as receitas foram de US$ 774 milhões, alta de 5% em um ano. Excluindo os efeitos de moeda, as vendas líquidas caíram 3,8% na comparação anual, devido a um ambiente promocional agressivo, apesar do aumento de volume.
“A margem operacional foi impactada por preço/mix desfavoráveis, parcialmente sustentada por uma decisão favorável sobre impostos no Brasil e por iniciativas de redução de custos”, diz a companhia em comunicado que acompanhou o balanço.
Para o ano completo de 2026, a Whirpool espera vendas líquidas de aproximadamente US$ 15 bilhões e lucro por ação entre US$ 2,45 e US$ 2,95.
