A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (14), a Operação Passagem Oculta para cumprir 12 ordens judiciais contra integrantes de um grupo suspeito de envolvimento na tentativa de invasão e roubo a uma agência bancária, ocorrida no fim de junho de 2025, em Cuiabá.
No dia do crime, um dos suspeitos, identificado como Kennedy Tarcízio dos Reis, de 40 anos, morreu em confronto com a Polícia Militar, enquanto outro foi preso em flagrante.
As ordens incluem quatro mandados de prisão preventiva, quatro de busca e apreensão e quatro de quebra de sigilo de dados. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá e são cumpridas em Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), identificaram quatro suspeitos apontados como integrantes do grupo responsável pela ação contra a agência localizada na Avenida das Torres, na capital.
O crime
Na madrugada do crime, o grupo invadiu uma casa no bairro Recanto dos Pássaros, em Cuiabá, que faz divisa com a agência bancária. Três moradores foram rendidos e mantidos em cárcere privado por cerca de quatro horas, sob ameaça com arma de fogo.
Segundo a investigação, o plano era abrir uma passagem na parede que separa os imóveis para acessar o interior da cooperativa e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão.
A ação foi parcialmente frustrada após a chegada da Polícia Militar. Um dos suspeitos, Kennedy Tarcízio dos Reis, de 40 anos, morreu em confronto no local.
Um segundo suspeito foi preso em flagrante e, atualmente, já foi denunciado e condenado em processo separado.

O suspeito morto em confronto tinha 18 passagens criminais. Entre os crimes registrados estão roubo à mão armada, porte ilegal de arma, violação de domicílio, tráfico de drogas, furto e receptação.
Investigações
Com o avanço das apurações, a Polícia Civil identificou a participação de outros integrantes do grupo, com funções definidas, como execução, logística, transporte e vigilância. Há indícios de que o crime foi planejado com pelo menos um mês de antecedência e contou com coordenação em tempo real.
Os investigados podem responder por roubo qualificado, com agravantes como uso de arma de fogo, restrição da liberdade das vítimas e atuação em grupo.
As prisões foram solicitadas pelo delegado Igor Sasaki e autorizadas pela Justiça com base na gravidade do caso, no nível de organização do grupo e no risco de continuidade das atividades criminosas.
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