24/04/2026

24 de abril de 2026 00:10

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Textor reúne elenco do Botafogo para falar sobre recuperação judicial, é questionado e garante salário em dia

Segundo apurou a ESPN, o dono da SAF do Botafogo, John Textor, esteve no CT do clube nesta quinta-feira (23) e se reuniu com o elenco para prestar esclarecimentos sobre o pedido de recuperação judicial protocolado na última quarta-feira (22), na Justiça do Rio de Janeiro.

Durante a conversa, o empresário norte-americano apresentou detalhes do requerimento e abriu espaço para os atletas fazerem perguntas, caso tivessem dúvidas ou observações.

De acordo com fontes, o lateral-esquerdo Marçal, que é um dos líderes do plantel, levantou a mão e pediu explicações mais detalhadas sobre o tema, sendo atentido pelo magnata.

Em tom tranquilizador, Textor afirmou que a recuperação judicial servirá para garantir o pagamento de salários – tópico que, por questões óbvias, é uma das principais preocupações do grupo.

Ainda segundo apuração da reportagem, o dono da SAF alvinegra está passando a semana no Brasil para resolver diversos temas envolvendo o Glorioso.

O americano, inclusive, deve estar com a delegação na viagem deste final de semana para Brasília, aonde o Botafogo enfrentará o Internacional neste sábado (25), no Mané Garrincha, pelo Brasileirão.

Vale lembrar que, na petição feita à Justiça, a SAF botafoguense solicitou que a Justiça proíba, durante o período que durar a intervenção no clube, que jogadores possam rescindir contrato ou se recusarem a entrar em campo por falta de pagamentos referentes aos débitos anteriores à data de 21 de abril de 2026.

Como mostrou a ESPN nesta quarta, o Glorioso exigiu que a 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro “suspenda as execuções e demais medidas de cobrança” contra o clube, além de proibir “qualquer forma de retenção, arresto, penhora, sequestro, busca e apreensão e constrição judicial ou extrajudicial sobre os bens” da SAF.

Nos pedidos feitos à Justiça, porém, o time carioca vai além e requer que o tribunal determine aos “fornecedores essenciais” e “atletas” que se abstenham de:

  • Rescindir indiretamente os contratos firmados com a Requerente pelo não pagamento de créditos concursais […] ou pelo simples ajuizamento do pedido cautelar ou da futura recuperação judicial;

  • Recusar a fornecer bens, prestar serviços e, principalmente, de participar de partidas e de competições em que a SAF esteja inscrita, quando a recusa se fundar no não pagamento de créditos concursais ou no simples ajuizamento da cautelar ou do pedido principal;

Vale ressaltar que os “créditos concursais” citados são as dívidas anteriores ao ajuizamento do pedido.

Outra exigência feita à Justiça é para que credores sejam impedidos de “determinar a suspensão dos efeitos das cláusulas de vencimento antecipado ou de amortização acelerada e excussão de eventuais garantias nos contratos celebrados” com o Botafogo.

Na ação apresentada ao poder judiciário, à qual a ESPN teve acesso, é apresentado um panorama catastrófico das contas da SAF.

De acordo com o protocolo, o Glorioso tem um passivo total superior a R$ 2,5 bilhões, sendo cerca de R$ 400 milhões só em dívidas tributárias.

Desse montante, R$ 1,4 bilhão é referente a dívidas “já vencidas ou com vencimento próximo, até o fim do ano de 2026”, segundo os documentos apresentados à Justiça.

A situação é tão preocupante que o Botafogo admite que, com o acúmulo de cobranças, não há recursos para quitar nem mesmo a folha sarial do mês de maio.

“As dívidas se avolumam diariamente, seja com fornecedores, outras entidades desportivas e mesmo com funcionários, de modo que não há recursos necessários para o pagamento integral da folha salarial do próximo mês”, escreveram os advogados da SAF, que salientam que as execuções podem “inviabilizar a atividade” do clube.

“Diante de inúmeros débitos vencidos ou com vencimento próximos, os ativos da SAF Botafogo suportarão incontáveis ataques de credores, o que poderá resultar em um esvaziamento patrimonial e de fluxo de caixa que inviabilize o exercício da atividade empresarial”, ressaltaram.

No pedido, o Glorioso ainda diz que fechou no vermelho em seus três últimos balanços, sendo:

  • 2023: R$ 56 milhões

  • 2024: R$ 300 milhões

  • 2025: R$ 287 milhões

Isso fez com que o patrimônio líquido da SAF chegasse a R$ 427,2 milhões negativos, “se deteriorando de forma acelerada nos últimos três exercícios”. Veja abaixo:

  • 2023: -R$ 28,8 milhões

  • 2024: -R$ 174,2 milhões

  • 2025: -R$ 427,2 milhões

“Isso demonstra que as dívidas da SAF Botafogo superam o valor de todos os seus ativos”, apontaram os advogados.

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