Em casa, mas ainda andando com ajuda de muletas. Essa tem sido a rotina de Éder Militão após a cirurgia feita para corrigir uma lesão muscular na região do tendão proximal do bíceps femoral que o tirou da Copa do Mundo.
Apesar da complexidade da contusão, que teve um procedimento que durou cerca de 50 minutos, Militão encontra-se sem dor. Inclusive, quando se lesionou, o atleta deixou o campo andando. Entretanto, a cirurgia era algo imprescindível. Sem ela, o atleta não conseguiria continuar sua carreira profissional no mais alto nível.
Desde a última quarta-feira (dia 29), Militão entrou no modo paciência para dar início à longa recuperação. Nos próximos doze dias, ele terá que continuar os cuidados do pós-operatório: muito gelo e exercícios de posicionamento orientados pelo fisioterapeuta Ricardo Sasaki.
Esse período traz uma restrição importante: nada de alongar a parte de trás da coxa, nem agachar. Depois deste prazo pós-operatório, Militão vai começar a parte de reabilitação e fortalecimento muscular.
“Agora é um momento entediante para o atleta”, disse Sasaki, que está em Madri para cuidar do amigo Militão. Os dois se conhecem desde os tempos de São Paulo.
Esta parceria pode ter uma interrupção se o fisioterapeuta for convocado mais uma vez para trabalhar com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Segundo apurou a ESPN, Sasaki vai deixar um plano de trabalho para quem for cuidar do amigo no período do Mundial. Agora, pelo menos para Militão, é esperar um dia de cada vez para retornar ao futebol em seu melhor nível.
