01/05/2026

1 de maio de 2026 16:13

  • Home
  • Esportes
  • Apreensões de canetas emagrecedoras disparam e quase batem total de 2025 em 4 meses

Apreensões de canetas emagrecedoras disparam e quase batem total de 2025 em 4 meses

Se as apreensões de canetas emagrecedoras seguirem no mesmo ritmo observado desde o início do ano, 2026 deve superar, em tempo recorde, o volume interceptado no ano passado. O volume de medicamentos apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos últimos quatro meses já é quase superior ao total registrado em todo o ano de 2025.

Canetas emagrecedoras apreendidas pela PRF. (Foto: PRF)

De janeiro até abril

Segundo a PRF, de janeiro a abril, foram retirados de circulação 4.866 medicamentos nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul. No ano passado, foram 5.281 canetas emagrecedoras apreendidas entre junho e dezembro, período que marcou o início do “boom” do uso desses produtos.

Uma das apreensões mais recentes ocorreu no último dia 26 de abril, quando um médico foi flagrado com 70 ampolas de medicações injetáveis em Coxim. Ao ser questionado pelos policiais, ele admitiu que comprou os produtos no exterior para serem vendidos irregularmente no Brasil.

Design sem nome 6
Ampolas de medicação emagrecedora. (Foto: PRF)

Risco à saúde pública

As canetas apreendidas pela PRF não têm autorização para serem trazidas e comercializadas no país, mas o perigo vai além da proibição. Como são transportadas ilegalmente, os medicamentos geralmente não são mantidos sob refrigeração adequada, comprometendo não só a eficácia do produto, como também aumentando o risco de reações adversas para quem os utiliza, conforme explica a médica endocrinologista Bianca Paraguassu.

“Ela deve ser transportada de 2 a 8 graus Celsius enquanto ainda não começou a ser usada. Depois que o uso é iniciado, pode ser mantida em temperatura ambiente de até 30 graus Celsius, com validade de 21 dias. Caso contrário, o produto perde o efeito. Além disso, estamos falando de uma medicação contrabandeada. Não há garantia de origem. A pessoa acredita estar comprando a fórmula do Paraguai, mas muitas vezes nem é o produto original. Há casos de falsificação dessas fórmulas.”

Bianca Paraguassu.

Concorrência desleal

Cabe lembrar que, no Brasil, só podem ser comercializadas canetas emagrecedoras autorizadas pela Anvisa e mediante prescrição médica. Além de representar um problema de saúde pública, o contrabando gera concorrência desleal no mercado, segundo o superintendente substituto da 1ª Região Fiscal da Receita Federal, Erivelto Moyses Torrico Alencar.

“A partir do momento em que um grupo criminoso busca esses medicamentos em países como Paraguai e Bolívia, com preços mais baixos, isso impacta diretamente o comércio regular. A preocupação da Receita Federal é dupla: proteger a economia nacional e, ao mesmo tempo, a saúde pública.”

Erivelto Moyses Torrico Alencar.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS