Parlamento Europeu incluiu mecanismo para suspender benefícios tarifários caso os EUA descumpram o acordo
A União Europeia chegou, nesta 4ª feira (20.mai.2026), a um acordo provisório para implementar o pacto comercial firmado com Washington no ano passado, sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Donald Trump). A medida busca evitar uma nova escalada tarifária e reduzir as tensões entre os dois lados.
O entendimento foi fechado depois de negociações entre o Parlamento Europeu e os 27 países do bloco. Em comunicado, a presidência rotativa da UE, atualmente exercida por Chipre, informou que houve consenso para aplicar os “elementos tarifários” do acordo firmado entre europeus e norte-americanos.
Trump ameaçou elevar tarifas
O pacto original, fechado em julho de 2025 em Turnberry, na Escócia, fixava tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos europeus exportados aos EUA. Em troca, a UE prometia eliminar tarifas sobre produtos americanos, algo que ainda não havia sido implementado.
Diante da demora, Trump deu prazo até 4 de julho para que o bloco colocasse o acordo em prática. O presidente norte-americano chegou a ameaçar elevar de 15% para 25% as tarifas sobre carros e caminhões europeus.
Parlamento Europeu flexibilizou exigências
As negociações enfrentaram resistência do Parlamento Europeu, que queria mecanismos mais rígidos para proteger o bloco em caso de descumprimento do acordo pelos EUA.
O texto final visa um mecanismo de suspensão dos benefícios tarifários caso Washington viole os termos do pacto. Os eurodeputados também aceitaram dar aos EUA até o fim do ano para retirar sobretaxas sobre componentes de aço.
O presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, Bernd Lange, afirmou que o acordo mantém salvaguardas para proteger a economia europeia.
Apesar das tensões recentes entre os 2 lados, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia pretende cumprir o pacto para preservar as relações com seu principal parceiro comercial.
