O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou na manhã desta quarta-feira, 20 de maio, que não irá tolerar ofensas e perseguições políticas nas redes socoais. A declaração aconteceu após a Operação Stop Hate, da Polícia Civil, que investiga ataques virtuais contra autoridades públicas em Mato Grosso.
“Só sei que essas redes aí são usadas para atacar as pessoas de todas as formas. Eu tenho história, filhos, netos e não posso aceitar que qualquer pessoa, a mando de não sei de quem, venha me atacar. Todas as vezes que acontecer isso eu vou procurar os meus direitos”, declarou o deputado.
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A Operação Stop Hate foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), em Rondonópolis, para cumprir cinco ordens judiciais contra investigados por crimes de perseguição (stalking), calúnia, difamação e injúria qualificada praticados por meio das redes sociais.
As investigações apontam que perfis no Instagram vinham promovendo ataques sistemáticos contra integrantes dos poderes Legislativo e Executivo, incluindo o próprio Max Russi e o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos publicavam conteúdos ofensivos, acusações sem provas e até materiais produzidos com inteligência artificial para expor e ridicularizar as vítimas. Em um dos casos investigados, um secretário municipal de Rondonópolis foi falsamente associado a um homicídio inexistente. Também houve publicações acusando integrantes da administração municipal de corrupção, sem qualquer comprovação.
No caso envolvendo Max Russi, a investigação identificou publicações que insinuavam que o parlamentar utilizaria um secretário municipal como “testa de ferro”, expressão frequentemente ligada à prática de atividades ilícitas. Para a polícia, o conteúdo provocou abalo à honra do presidente da Assembleia Legislativa.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar e duas medidas cautelares diversas, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. A ação contou com apoio da Delegacia Regional e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
