30/04/2026

30 de abril de 2026 11:06

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Deputado “TH Joias” é alvo de operação por ligação com o CV no Rio

O deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias (MDB), é alvo de um mandado de prisão na manhã desta quarta-feira (3). Uma operação deflagrada pela Procuradoria-Geral de Justiça do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) aponta ligação do parlamentar com o tráfico de drogas e armas para a facção CV (Comando Vermelho).

TH e outras quatro pessoas foram denunciadas pelos crimes de associação para o tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito. Quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão são cumpridos em endereços na Barra da Tijuca, Freguesia e Copacabana.

Segundo apuração da CNN, duas pessoas já foram presas: Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, conhecido como Dudu, que é assessor nomeado por TH na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), e Gabriel Dias de Oliveira, traficante do Comando Vermelho conhecido como “Índio do Lixão”.

O deputado ainda não foi encontrado. Equipes buscam câmeras de segurança no condomínio onde ele mora para tentar localizá-lo.

Além dele e dos dois presos, também são alvos da operação Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, chefão do Comando Vermelho, e Manoel Cinquine Pereira, o “Paulista”. própria esposa de “Índio do Lixão”, também lotada em cargo parlamentar por indicação do deputado.

De acordo com a denúncia, os acusados mantinham vínculos estáveis o Comando Vermelho, atuando nos Complexos da Maré e do Alemão e na comunidade de Parada de Lucas. O grupo é acusado de intermediar a compra e venda de drogas, armas e equipamentos antidrones usados para dificultar operações policiais nos territórios ocupados pela organização, além de movimentar grandes somas em espécie para financiar as atividades da facção.

Para a Promotoria, TH Joias utilizou o mandato para favorecer a organização criminosa, inclusive nomeando comparsas para cargos na Alerj. Ainda segundo a denúncia, o deputado é acusado de intermediar diretamente a compra e a venda de drogas, armas de fogo, aparelhos antidrones e realizou pagamentos a integrantes do Comando Vermelho.

Já o assessor Dudu é apontado como fornecedor de equipamentos especializados à facção, em especial os dispositivos antidrones. Ele também seria responsável pelos testes em campo e ensinava outros membros da facção a operá-los. De acordo com a Procuradoria, ele ocupava o cargo de assessor parlamentar, indicado pelo deputado, como forma de encobrir as atividades criminosas.

As investigações identificaram, ainda, movimentações financeiras suspeitas envolvendo empresas ligadas a TH Joias, com alertas sucessivos emitidos por instituições financeiras, reforçando a prática de lavagem de dinheiro.

“Estamos diante de uma investigação que comprova a infiltração direta do crime organizado dentro do parlamento fluminense. O deputado eleito para representar a sociedade colocou seu mandato a serviço da maior facção criminosa do Rio de Janeiro”, afirmou o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi.

A operação, nomeada como Bandeirantes, segue em andamento e conta com o apoio da PF (Polícia Federal), do MPF (Ministério Público Federal) e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

A CNN tenta contato com a defesa dos citados.

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