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30 de abril de 2026 21:07

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Alice, fêmea de lobo-guará que está prenhe, é monitorada em reserva de MT


Uma família de lobo-guará tem chamado a atenção na Reserva Ecológica Cunhataí Porã, em São José do Rio Claro (MT). A área pertence a Iraceldo Luiz de Cezaro, conhecido como Gauchinho, que há anos mantém o espaço preservado e recebe animais silvestres vítimas de maus-tratos para recuperação e devolução à natureza.

Entre os registros mais recentes está o de uma lobo-guará fêmea, batizada por ele de Alice, que está prenhe. Segundo Gauchinho, a expectativa é de que novos filhotes nasçam nos próximos dias. Ele afirma acompanhar uma família com cinco lobos-guarás que circula pela reserva.

“Tem uma lobo fêmea que eu coloquei o nome de Alice. Ela está prenhe e vai ter mais lobinhos por esses dias”, contou ao Primeira Página.

Além dos lobos, a área abriga outros animais silvestres, como onças, antas e filhotes. Gauchinho relata que já registrou a presença de várias onças na reserva, de diferentes colorações, e afirma que a permanência dos animais no local está ligada à preservação da mata.

“Tem bastante onça. Aqui, tenho vários registros de onça na Cunhataí Porã, de todas as cores, até porque aqui eu protejo elas”, disse.

Outro animal acompanhado por ele é a anta Judite, que também está com filhote. Segundo Gauchinho, Judite chegou ao local após ser vítima de maus-tratos e passou por um processo de recuperação antes de voltar a viver em ambiente natural.

O trabalho, segundo ele, é feito de forma independente, sem apoio financeiro do poder público. Gauchinho afirma que compra medicamentos e custeia os cuidados dos animais com recursos próprios.

“Eu recebo bastante animais vítimas de maus-tratos, recupero eles e devolvo para a natureza. Compro remédio para salvar esses bichos”, afirmou.

Área preservada

A Reserva Ecológica Cunhataí Porã fica em uma área remanescente de vegetação nativa, com cerca de mil hectares, cercada por regiões já degradadas pela ação humana. Para Gauchinho, manter a floresta em pé é uma forma de garantir abrigo e sobrevivência para os animais.

“Tudo foi destruído ao redor e ficou nós aqui. Eu não quis destruir minha floresta porque sei que ela vale muito mais em pé do que virada em cinzas”, disse.

O proprietário também afirma que costuma receber visitantes de todos os lugares. Só no ano passado, ele recebeu pessoas de 26 países.

Reserva fica nessa área do mapa, próximo à Pousada Jardim Amazônia. Imagem: reprodução
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