O dólar fechou em queda de 0,19%, a R$ 4,973, nesta segunda-feira (20), com os preços do petróleo impulsionando a valorização do real frente à moeda norte-americana e as ações de empresas brasileiras do setor energético na Bolsa.
A commodity avançou em meio à incerteza sobre uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã e como reflexo do fechamento do estreito de Hormuz – via por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
O valor do dólar é o menor desde 7 de março de 2024, quando a moeda encerrou o dia a R$ 4,933. O movimento foi mais intenso do que o observado no exterior: o índice DXY, que mede o desempenho da divisa frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,03% ao longo da sessão.
A Bolsa, por outro lado, fechou em alta de 0,20%, aos 196.132 pontos, impulsionada pela valorização das ações do setor de petróleo.
Segundo a XP, a alta das tensões beneficia a condição do Brasil como exportador líquido de petróleo, o que sustenta o saldo comercial do país, fortalece o real e ajuda a mitigar pressões inflacionárias.
"Por outro lado, caso os riscos geopolíticos diminuam e os preços do petróleo recuem, o apetite ao risco deve retornar ao ambiente pré-conflito, caracterizado por um dólar mais fraco e maior atratividade de mercados emergentes", afirma a instituição em relatório macro.
O petróleo voltou a subir nesta segunda-feira, diante de mensagens…
