17/04/2026

17 de abril de 2026 16:20

Governo Recorrerá da Liminar que Suspende Imposto de Exportação de Petróleo

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), ligada ao Ministério da Fazenda, protocolou recurso contra a decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro que suspendeu a cobrança de 12% de imposto sobre a exportação de petróleo.

O recurso, conhecido como agravo de instrumento, foi confirmado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), responsável pelos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A liminar que suspendeu a cobrança foi concedida pelo juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, na terça-feira (7). A decisão atende a cinco multinacionais do setor: Total Energies (França), Repsol Sinopec (Espanha e China), Petrogal (Portugal), Shell (anglo-holandesa) e Equinor (Noruega).

Contexto

A cobrança de 12% de Imposto de Exportação foi prevista na Medida Provisória (MP) 1.340/2026, publicada em 12 de março. A medida busca conter a alta dos derivados de petróleo no país, em meio à guerra no Oriente Médio, que afetou a cadeia produtiva e elevou os preços.

O governo argumenta que o imposto visa compensar a queda de arrecadação causada pela zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins sobre o diesel e também promoveu subvenções para importadores e produtores do combustível.

As empresas questionam a cobrança, alegando que tem caráter “meramente arrecadatório” e viola o princípio da anterioridade, que impede a cobrança de tributos sem prazo mínimo previsto.

Na decisão, a Justiça Federal aponta que, embora o governo afirme não ter criado um imposto novo, a MP indica que a arrecadação seria destinada a necessidades fiscais emergenciais, evidenciando sua finalidade arrecadatória e a exigência do princípio da anterioridade.

O magistrado determinou ainda que estão suspensas penalidades ou sanções relacionadas à não incidência do tributo, incluindo restrições fiscais e inscrições no Cadin.

Indústria

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que representa o setor, também criticou o imposto. Segundo o instituto, a medida sobrecarrega um setor que já destina cerca de 70% de sua receita a tributos e participações governamentais, comprometendo a segurança jurídica e a competitividade do petróleo brasileiro.

A Agência Brasil buscou posicionamento do Ministério da Fazenda e permanece aberta a manifestações.

Google Notícias

Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Manchester City x Arsenal: a insana disputa, rodada a rodada, pela liderança da Premier League

Neste domingo (19), a Inglaterra vai parar por conta de um jogo que pode ser…

Guardiola cobra ‘City da Copa da Liga’ contra o Arsenal e é direto sobre ‘final’: ‘Se perdemos, acabou’

“Se perdermos, acabou”. Foi assim que Pep Guardiola resumiu a importância da “final” da Premier…

João Fonseca perde para Ben Shelton e cai nas quartas do ATP 500 de Munique

Acabou nas quartas de final a campanha de João Fonseca no ATP 500 de Munique.…