A Marinha francesa iniciou, no Rio de Janeiro, uma missão de formação e projeção com participação conjunta de forças brasileiras. A operação reúne mais de 1,3 mil militares dos dois países e tem como objetivo aprimorar técnicas de atuação integrada entre as forças navais.
Os exercícios estão programados para os dias 27 e 28 na Restinga da Marambaia, área de preservação ambiental localizada na zona oeste da capital fluminense e sob controle das Forças Armadas. O local abriga ecossistemas como dunas e manguezais.
Segundo o comandante do grupo francês, Jocelyn Delrieu, a missão reforça a cooperação entre os países. “Temos uma relação sólida entre as marinhas, o que permite a troca de informações e o aprimoramento conjunto durante os treinamentos”, afirmou. Ele destacou ainda que a ação busca fortalecer a proteção de interesses estratégicos e ampliar a integração com parceiros como o Brasil.
De acordo com a Embaixada da França, a missão conta com mais de 800 militares franceses, incluindo 162 oficiais em formação. O grupo é liderado pelo porta-helicóptero anfíbio Dixmude, apoiado pela fragata Aconit e pelo navio reabastecedor Stosskopf, além de helicópteros, drones e veículos blindados.
Do lado brasileiro, cerca de 600 militares participam das atividades, que incluem operações anfíbias e exercícios de controle de áreas marítimas. A iniciativa busca elevar o nível de prontidão das forças e fortalecer a cooperação bilateral.
A operação mobiliza diversos meios navais e aeronavais do Brasil, como o submarino Humaitá, o navio Almirante Saboia, a fragata Defensora e aeronaves militares como Seahawk, Esquilo e Super Lynx.
A missão Jeanne D’Arc tem duração total de cinco meses e percorre diferentes países. A última passagem pelo Brasil ocorreu em 2024, quando mais de 2,2 mil militares participaram de exercícios no mar e em terra, incluindo operações anfíbias de incursão rápida em áreas costeiras.
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