Membro do Conselho Nacional de Justiça, o conselheiro Ulisses Rabaneda afirmou que o Judiciário de Mato Grosso vive um momento de exposição, diante do número de magistrados afastados por suspeitas de irregularidades. Atualmente, dez juízes e desembargadores estão fora das funções no Estado.
O magistrado que pune a corrupção, quando você tem uma acusação contra ele de corrupção, causa perplexidade
"Estamos falando de dez casos, não tem como falar que é isolado. […] Nós temos um judiciário que está exposto porque os afastamentos causam perplexidade, porque ao magistrado é dado e a sociedade tem nele aquela figura íntegra, que sempre teve a importância e a autoridade para pacificar os litígios. O magistrado que pune a corrupção, quando você tem uma acusação contra ele de corrupção, causa perplexidade".
Segundo ele, embora os afastamentos causem impacto na imagem do Judiciário e gerem perplexidade na sociedade, também demonstram que os órgãos de controle estão atuando. Rabaneda ressaltou que os magistrados afastados ainda não foram julgados e terão direito à ampla defesa, podendo, ao final, serem inocentados.
"Toda função disciplinar que atinge um magistrado, não há como não dizer que se atinge a instituição. O juiz, o desembargador, é um agente político membro de um poder, e quando é atingido, por óbvio, se atinge também a imagem…
