Após 11 anos parada, a fábrica de fertilizantes de Três Lagoas deve sair do papel, com o anúncio da Petrobras para a retomada das obras da UFN3, com investimento de R$ 1 bilhão de dólares.
O empreendimento está localizado em Três Lagoas, na divisa com São Paulo, estratégica para atender grandes polos do agronegócio, como Mato Grosso, Goiás, Paraná e o interior paulista.
A produção de amônia também está inclusa no projeto, com 70 mil toneladas por ano. A substância é base para fertilizantes e produtos petroquímicos. Além disso, o investimento é de R$ 1 bilhão de dólares, com uma expectativa de até oito mil empregos.
“Ela vai ser capaz de suprir 15% do nosso mercado local. Então a gente já tem expectativa de deslocar 15%. Se a gente somar as outras unidades de pertidas da Petrobras estão também sendo retomadas, a gente tem expectativa de conseguir atender até 30% desse mercado. Isso obviamente dá uma estabilidade muito maior e uma flexibilidade muito maior pro produtor rural e uma estabilidade muito boa pro Brasil”.
Dimitrios Magalhães, gerente executivo de projetos de desenvolvimento da produção e descomissionamento da Petrobras
A obra iniciou em 2011, mas foi paralisada em 2014, quando a Petrobras rompeu o contrato com o consórcio responsável, por descumprimento de cláusulas. Agora, a empresa mudou a estratégia e ampliou o número de fornecedores, para evitar novos atrasos.
“Dessa vez a gente dividiu em 11 pacotes. Então, se a gente tiver dificuldade com algum fornecedor, algum pacote, a gente tem a gente consegue a gente consegue controlar melhor e substituir se um fornecedor se ele não tiver o desempenho adequado”.
Dimitrios Magalhães, gerente executivo de projetos de desenvolvimento da produção e descomissionamento da Petrobras
Para o economista Aldo Barrigosse, a fábrica pode trazer mais autonomia para o agronegócio brasileiro, aumentando a competitividade.
“Quando a gente tem uma fábrica dessa, é próximo de casa, falando aqui do Mato Grosso do Sul, a gente tem um custo de oferta do fertilizante em menor valor, né, e com uma segurança que você vai ter a oferta daquele produto para quem vai plantar.
Hoje, quando a gente traz esse fertilizante do Egito, de Israel, ah, dos países árabes lá de maneira geral, você não tem hoje uma segurança por causa da guerra de fornecimento desse produto. Além disso, você não sabe a que preço esse fertilizante vai chegar aqui no nosso país”.Aldo Barrigosse, economista
