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17 de abril de 2026 01:44

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Réu por morte de ex-jogador de vôlei é condenado a 22 anos de prisão

O empresário Idirley Alves Pacheco, de 40 anos, foi condenado nesta terça-feira (14) pelo Tribunal do Júri a 22 anos de prisão em regime inicialmente fechado, pelo homicídio do ex-jogador da seleção brasileira de vôlei, Everton Fagundes Pereira da Conceição, de 46, conhecido como “Boi”. Ele ainda deve pagar 60 salários mínimos de indenização por danos morais aos herdeiros da vítima.

Idirley, que já cumpria prisão preventiva, deve permanecer preso e ter execução da pena imediatamente. O conselho de sentença reconheceu a materialidade e autoria do homicídio por motivo torpe, meio cruel e que dificultou a defesa da vítima.

A juíza da 1ª Vara Criminal da Capital, Mônica Catarina Perri, que presidiu a sessão, confirmou a decisão dos jurados e impôs a condenação.

Idirley Alves Pacheco no dia da prisão, na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). – Foto: Reprodução

Ciúmes e emboscada

Ex-jogador da seleção brasileira de vôlei, Fagundes Pereira da Conceição foi morto com 3 tiros dentro de uma Amarok, na noite do dia 10 de julho de 2025, em Cuiabá. Antes de ser encontrado morto, Everton foi sequestrado pelo ex-companheiro de uma mulher com quem ele se relacionava.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MPMT), o crime teve por motivação ciúmes e foi premeditado. O acusado, o empresário Idirley Alves Pacheco, não aceitava o novo relacionamento da ex-companheira.

Everton "Boi"
Everton “Boi”, morto em simulação de acidente de trânsito, foi baleado diversas vezes. – Foto: Reprodução

De acordo com a investigação policial, Idirley tinha comportamento possessivo e a ex já havia registrado boletins de ocorrência e pedido de medidas protetivas contra ele.

Na noite do crime, o empresário teria atraído o atleta com o pretexto de ajuda para esconder um veículo. Durante o trajeto, Everton foi rendido e obrigado a dirigir até colidir com outro carro. Em seguida, foi atingido por três disparos.

O jogador faleceu ainda no local. Após o crime, o suspeito dispensou a arma usada e, momentos depois, teria ligado para parentes da ex-esposa para intimidá-los e fazer ameaças. Três dias depois do assassinato, Idirley foi preso.

O acusado chegou a confessar o crime após a prisão, mas negou motivação por ciúmes, alegando suposta extorsão por parte da vítima, hipótese que não foi confirmada pelas investigações.

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