28/04/2026

28 de abril de 2026 19:54

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Vereador detona CS Mobi e defende rompimento: “É uma enganação”

O vereador Ilde Taques (Podemos) classificou como insatisfatório o serviço prestado pela concessionária CS Mobi, responsável pelo estacionamento rotativo e pela construção do novo Mercado Municipal Miguel Sutil, e afirmou que a atuação da empresa representa uma “enganação” ao cidadão.

 

É um serviço muito mal oferecido ao cidadão cuiabano

Em entrevista ao MidiaNews, o parlamentar apontou gargalos no serviço, como a falta de pontos físicos para venda de créditos e a aplicação de multas consideradas elevadas, especialmente contra idosos e pessoas com dificuldade no uso de meios digitais.

 

“Eu acho que é uma enganação. A CS Mobi está ganhando o direito de explorar todas as vagas no Centro de Cuiabá, cobrando por isso. É um serviço muito mal oferecido ao cidadão cuiabano”, disse. 

 

O vereador também afirmou ser favorável ao rompimento do contrato. Taques é membro suplente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal que investiga o processo de licitação firmado com a empresa, presidida pelo vereador Tenente-Coronel Dias (Solidariedade).

 

“Desde o início sou favorável ao rompimento do contrato. Mas é uma empresa muito bem estruturada, com uma banca de advogados, o que torna o processo mais complexo. Por isso, o papel da CPI é fundamental para identificar eventuais falhas e ilegalidades”, afirmou.

 

“Quando essas ilegalidades são comprovadas, é possível levá-las à Justiça e, a partir disso, obter o cancelamento do contrato”, completou.

 

Novo mercado

 

Além do estacionamento rotativo, Ilde também questionou a contrapartida da concessionária na construção do novo Mercado Municipal. Segundo ele, o município não terá benefício direto com o empreendimento no curto prazo.

 

De acordo com o vereador, a empresa poderá explorar comercialmente o espaço por até 30 anos, lucrando com o aluguel das salas.

 

“Além de receber essas vagas como contrapartida do município, eles deveriam entregar o prédio e outras estruturas. Mas o imóvel será alugado pela própria empresa. Ou seja, não estão dando nada para Cuiabá. Vão lucrar com os aluguéis e administrar por 30 anos. Não vejo o que Cuiabá ganha com isso”, afirmou.

 

Sobre o risco de a investigação não ter შედეგ prático, o vereador lamentou a demora dos órgãos de controle, citando a primeira CPI que pediu o indiciamento de ex-gestores, sem desdobramentos até o momento.

 

“É muito triste quando fazemos todo um trabalho e não temos o resultado que a população espera. A CPI cumpriu seu papel, agora é preciso cobrar uma resposta da Justiça”, concluiu.

 

Veja o vídeo:

 

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