A presença feminina no setor mineral de Mato Grosso vem crescendo e ajudando a redesenhar um mercado historicamente dominado por homens. Além do avanço econômico da mineração no estado, que atualmente ocupa posição de destaque no cenário nacional, mulheres passaram a ocupar funções estratégicas, técnicas e de comando dentro das empresas e instituições ligadas ao segmento.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, defendeu o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao incentivo da participação feminina na atividade mineral.
“As mulheres estão cada vez mais presentes na mineração e devemos incentivar isso. Nossa atuação na Assembleia foca em políticas públicas que fortaleçam o setor, visando um desenvolvimento que seja economicamente forte e socialmente justo”, afirmou o parlamentar.
Levantamento divulgado pelo Women in Mining Brasil aponta que as mulheres já representam mais de um quinto da força de trabalho da mineração no país. O crescimento também aparece em funções de liderança, com aumento gradual da participação feminina em cargos executivos e conselhos administrativos.
Para Taís Costa, vice-presidente do Grupo de Trabalho da Mineração da ALMT, a mudança representa uma quebra de paradigmas dentro do setor.
“Durante muito tempo, a mineração foi vista como predominantemente masculina. Hoje, vemos mulheres como engenheiras, geólogas e líderes. A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, destacou.
O grupo responsável pelas discussões sobre mineração na Assembleia também reúne profissionais como Alessandra Panizi, Clarissa Lopes, Fransueli Martelli, Laise Glaucia, Pamela Alegria e Tatiana de Almeida.
Entre os exemplos de mulheres que conquistaram espaço na área está Suedy Lima, de 33 anos, que assumiu recentemente a coordenação de Planejamento, Controle e Manutenção da Nexa, em Aripuanã. Com trajetória construída ao longo de 15 anos no setor, ela relata os desafios enfrentados para ocupar posições de liderança.
“Sinto orgulho da trajetória que construí, sabendo que cada espaço foi resultado de dedicação. É fundamental ocuparmos esses setores onde ainda há caminho a percorrer. Uma mulher puxa a outra, e ver esse crescimento reforça nosso compromisso em abrir caminhos para as que virão”, afirmou.
A advogada Pamela Alegria, especialista em Direito Minerário e uma das idealizadoras da Expominério, também defende que o avanço feminino contribui diretamente para um modelo de mineração mais sustentável e alinhado às necessidades regionais.
“A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade regional, transformando a mineração em uma atividade estratégica para o futuro de Mato Grosso”, declarou.
O crescimento da participação feminina é visto por lideranças do setor como um dos fatores que impulsionam a modernização da mineração em Mato Grosso.
