Ministérios vão “tomar medidas necessárias” para voltar a exportar; representante brasileiro na UE marcou reunião com autoridades do bloco para 4ª feira
O Itamaraty e os ministérios de Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento divulgaram uma nota conjunta nesta 3ª feira (12.mai.2026) afirmando que o governo recebeu “com surpresa” a remoção do Brasil dos países autorizados a exportar produtos de origem animal, incluindo carne bovina e de aves, para a União Europeia.
A decisão começa a valer em 3 de setembro, caso os produtores brasileiros não consigam comprovar que não usam agentes antimicrobianos na criação dos animais. De acordo com o governo federal, serão tomadas “todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu”.
O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, deve se reunir com as autoridades sanitárias do bloco na 4ª feira (13.mai) para esclarecer os motivos pelos quais o Brasil foi excluído da lista de exportadores.
“Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu”, afirma nota conjunta dos ministérios.
De acordo com a Comissão Europeia, os principais critérios para permitir que um país importe produtos derivados de animais ao bloco são:
- não usar de agentes antimicrobianos em animais para fins de crescimento ou rendimento;
- proibir tratamento de animais com agentes antimicrobianos reservados a infeções humanas.
O país foi retirado da lista no mesmo mês em que o acordo entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor –1º de maio. Caso o Brasil permaneça sob restrição fitossanitária, os produtores do país não poderão exportar nas condições do acordo firmado entre blocos.
Eis a íntegra da nota conjunta divulgada pelos ministérios:
“O governo brasileiro recebeu, hoje (12/5), com surpresa, a notícia da retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia, a partir de 3 de setembro de 2026.
“A decisão decorre do resultado da votação realizada hoje no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização dessa listagem. Vale ressaltar que, no momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem normalmente.
“O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos.
“O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia já tem reunião agendada para amanhã (13/5) com as autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão.
Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.”
