01/05/2026

1 de maio de 2026 18:33

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Marido queimou Zelita até com cigarro e ficou 4 dias com o corpo em casa

Depois de anos submetendo a esposa, Zelita Rodrigues de Souza, de 74 anos, a agressões brutais, Vicente Asuncion Vidal Gonzalez, de 41 anos, não poupou a vítima da violência e do seu desprezo nem mesmo após matá-la, segundo a família da idosa. Vicente passou quatro dias com a esposa morta em casa, em Porto Isabel, região de Mundo Novo, antes de enfim ser descoberto na tarde desta quinta-feira (30), conforme a irmã da vítima, Léia Miranda da Silva, de 69 anos. O feminicídio de Zelita foi o ápice de uma espiral de violência que envolveu espancamentos, “cutucadas” com faca e queimaduras feitas com bitucas de cigarro ao longo de anos de relacionamento abusivo, segundo a família. O relato a seguir é perturbador.

Vicente Asuncion Vidal Gonzalez, 12º feminicída de 2026. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Ele passou quatro dias com ela morta em casa, seminua; permaneceu na casa com o corpo. Eu acho que, quando ele percebeu que ela já estava em estado de decomposição, estado de putrefação e com mau cheiro, ele saiu e gritou para umas mulheres que achava que a esposa estava morta, porque ele mexeu nos pés dela e ela não se movimentou. Foi quando as mulheres vieram aqui e olharam; ela já estava com mau cheiro, já fazia quatro dias.”

Léia Miranda da Silva.

Léia conta que uma outra irmã ligou para Zelita, mas o suspeito foi quem atendeu e não quis passar a ligação para a vítima. Possivelmente, a idosa já estava morta, acredita a família.

  1. 12° feminicídio: mulher foi espancada e teve cabelos arrancados por marido

“Minha irmã ligou para ele passar o telefone para ela; ele falou que não estava em casa e que, na hora que chegasse, passaria o telefone, mas ela já estava morta, tanto que ele não passou telefone nenhum.”

Léia Miranda da Silva.

Sinais encontrados no corpo de Zelita indicam que ela morreu após ser espancada pelo marido, que também lhe arrancou os cabelos. Um tipo de violência sem tamanho que Zelita já enfrentava ao longo de 16 ou 17 anos de relação, conforme Léia.

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Zelita, morta pelo marido. (Foto Arquivo Pessoal)

“A convivência deles era bem conturbada. Pelo que a minha sobrinha, que é filha dela, fala, ele judiava muito dela. Ele batia, queimava com bituca de cigarro, cutucava ela com faca. (…) Ela sofria muito com ele, vivia cheia de hematomas, cheia de machucados; ele jogava litro de gelo nela, quebrou a clavícula dela, judiava muito.”

Léia Miranda da Silva.

Devido ao estado do corpo, o velório de Zelita teve de ser realizado às pressas; ela foi enterrada após uma curta cerimônia na manhã desta sexta-feira (1º). Vidal está preso por feminicídio na Delegacia de Polícia de Mundo Novo.

12 casos de feminicídios em 2026

  1. Josefa dos Santos – 44 anos – assassinada em 16/01 na cidade de Bela Vista
  2. Rosana Candia Ohara – 62 anos – assassinada em 24/01 na cidade de Corumbá
  3. Nilza de Almeida Lima – 50 anos – assassinada em 22/02 na cidade de Coxim
  4. Beatriz Benevides – 18 anos – assassinada em 25/02 na cidade de Três Lagoas
  5. Liliane de Souza Bonfim Duarte – 51 anos – atacada em 03/03 em Ponta Porã e morte constatada em 06/03 em Dourados
  6. Leise Aparecida Cruz, de 41 anos – assassinada em 06/03 em Anastácio
  7. Ereni Benites – 44 anos – assassinada em incêndio em 08/03 em Paranhos
  8. Fátima Aparecida da Silva – 58 anos – assassinada em 23/03 em Selvíria
  9. Marlene Brito Rodrigues – 59 anos – assassinada em 06/04 em Campo Grande
  10. Vera Lúcia da Silva – 41 anos – assassinada em 12/04 em Eldorado
  11. Ely da Silva Quevedo – 53 anos – morta atropelada em 13/04 em Campo Grande
  12. Zelita Rodrigues de Souza – 48 anos – assassinada em 30/04 em Mundo Novo

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⚠️ Violência doméstica, seja psicológica, física ou verbal, é crime! Saiba como denunciar:

  • Emergências: se a agressão estiver acontecendo, ligue no número 190 imediatamente;
  • Denúncias: ligue para o número 180. O serviço de atendimento é sigiloso e oferece orientações para denúncias sobre violência contra mulheres. O telefonema pode ser feito em qualquer horário, todos os dias. Também é disponível um WhatsApp – (61) 9610-0180;
  • Perigo: procure a delegacia mais próxima e acione a polícia, por meio do 190.

Em Mato Grosso do Sul, as denúncias de violência de gênero podem ser feitas de maneira on-line. Clique aqui e faça a denúncia.

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