O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (12) praticamente estável no mercado brasileiro, cotado a R$ 4,8954, com alta de 0,08%. Apesar do fortalecimento da moeda norte-americana no exterior, o real voltou a mostrar resistência e permaneceu abaixo de R$ 4,90 pelo terceiro pregão consecutivo. No dia, a máxima foi de R$ 4,9158, registrada no início da tarde.
No cenário internacional, o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio sustentou a busca por ativos considerados mais seguros. O impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã impulsionou o petróleo, com o barril do Brent alcançando US$ 107 e avanço superior a 3%. Ao mesmo tempo, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, rondava 98,300 pontos no fim da tarde, após máxima de 98,460 pontos.
No Brasil, analistas apontam que a combinação entre melhora dos termos de troca e juros domésticos elevados limitou a pressão sobre o câmbio. Ricardo Chiumento, head de Tesouraria do Banco BS2, afirmou que o dólar teve “fôlego muito limitado” no mercado local e que a expectativa de manutenção de uma taxa Selic em nível elevado continua favorecendo o chamado diferencial de juros.
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A leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgada nesta terça-feira (12), reforçou essa percepção. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice subiu 0,67% em abril, após alta de 0,88% em março. Em 12 meses, a inflação acumulada passou de 4,14% para 4,39%.
Andrea Damico, economista-chefe da Buysidebrazil, disse que o Banco Central tem sinalizado manutenção da política monetária em terreno restritivo, o que sustenta a atratividade do real. No acumulado de maio, o dólar recua 1,16%. No ano, a queda chega a 10,81%.
Para o mercado, a trajetória do câmbio no curto prazo seguirá condicionada à política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, ao comportamento do petróleo e ao nível de aversão ao risco no exterior. Se esses vetores forem mantidos, a tendência técnica é de continuidade da acomodação do dólar em patamares abaixo de R$ 4,90, segundo avaliações de analistas ouvidos pelo mercado.
Fonte: Estadão Conteúdo
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